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30/11/2007 - 16h19

Partido de Putin desponta como favorito no último dia da campanha política

MOSCOU, 30 Nov 2007 (AFP) - 'Rússia unida', o partido do presidente russo Vladimir Putin, desponta nesta sexta-feira, último dia da campanha eleitoral, como o grande favorito para as eleições legislativas de domingo.

O partido governista concentra mais de 60% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas.

Putin se encontrou nesse último dia com acadêmicos, depois de advertir, na quinta-feira, que a Rússia vai enfrentar a "humilhação, dependência e desintegração", caso seu partido não vença.

Vários partidos que vão competir pelas 450 cadeiras da Duma -- a câmara baixa do parlamento --, incluindo a coalizão 'Outra Rússia', do ex-campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov, pretendem realizar atos em Moscou. Ele pediu o boicote dos comícios, ao denunciar a existência de fraudes.

As eleições de domingo estão sendo analisadas com cuidado, porque podem dar pistas sobre o que Putin irá realizar após o fim do seu segundo e último mandato, segundo a Constituição.

Ainda que Putin não possa participar das próximas eleições presidenciais, em março, os analistas consideram que a atual administração quer manter o controle do Kremlin e os resultados das legislativas servirão para medir sua força.

Durante a campanha, o presidente russo comparou seus rivais a 'chacais sedentos' por dinheiro dos governos ocidentais.

As forças opositoras responderam denunciando supostas infrações das leis eleitorais cometidas por Putin e por seu partido, assim como a preferência dos meios públicos pelo partido governante. O Kremlin se defendeu das acusações prometendo que as eleições serão justas.

Kasparov, por sua vez, afirmou na quinta-feira que irá seguir na oposição contra Putin. O ex-campeão do mundo foi libertado após ficar cinco dias em uma prisão de Moscou, por participar de protestos não autorizados.

"Minha determinação de combater esse regime continua", afirmou Kasparov antes de acusar Putin de estar levando o país para uma ditadura.

Na cidade do extremo oriente Vladivostok, os militantes do 'Rússia Unida' explicam que, caso seu partido vença, a cidade receberá mais verbas para preparar a cúpula de 2012 do Foro Econômico Ásia-Pacífico (APEC).

"Construiremos pontes, hotéis; traremos ordem para a cidade", disse Artyom Parshin, membro do partido que distribuía panfletos na estação de trem.

As autoridades russas e as empresas têm organizado uma campanha para aumentar a participação popular no comício. Por exemplo, as duas maiores operadoras de telefonia celular da Rússia enviaram mensagens aos seus clientes pedindo que eles participem das eleições.

Em Vladivostok, os eleitores receberam crédito para celulares e em Moscou entradas para o metrô com mensagens incentivando os votantes.

"O que está acontecendo demonstra ainda mais que as eleições para o parlamento estão se tornando um referendo sobre Putin, mas com conseqüências políticas significativas", explica o jornal Kommersant.

As eleições vão se iniciar no sábado às 18h00, hora de Brasília, na região do extremo-oriental do país, Kamchatka, e irão ser encerradas às 16h00, também de Brasília, de domingo, em Kalingrad, na área russa entre a Polônia e a Lituânia.

O principal organismo de supervisão eleitoral do velho continente, a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), decidiu não enviar uma missão observadora, responsabilizando às restrições impostas por Moscou e o atraso na concessão de vistos.

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