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01/12/2007 - 20h59

Venezuelanos se pronunciam neste domingo sobre adoção de regime socialista

CARACAS, 1 dez 2007 (AFP) - Neste domingo, 16 milhões de venezuelanos serão convocados a decidir sobre a instauração de um regime socialista em seu país e o aumento dos poderes do presidente Hugo Chávez, grande incentivador da reforma constitucional.

As pesquisas prevêem um resultado apertado, o que gera tensão no país e provocou advertências e ameaças de Chávez em seu discurso de encerramento de campanha na sexta-feira.

Chávez não conseguiu transferir seus índices de popularidade, que superam os 60%, a seu projeto de reforma.

"Os que votarem no Não, votarão em George W. Bush", advertiu nesta sexta-feira diante de milhares de partidários no centro de Caracas.

Neste sábado, dia de interdição política, Chávez convocou uma conferência com a imprensa internacional na qual se declarou disposto a continuar ajudando na libertação dos reféns das Farc na Colômbia e seguiu suas polêmicas com seus inimigos externos.

A entrevista de quase quatro horas de duração foi transmitida por rádios e televisões oficiais venezuelanas.

O encerramento da campanha do "Não" na quinta-feira foi dominado pelos dirigentes dos estudantes universitários, que se manifestam nas ruas das cidades venezuelanas desde a não renovação da concessão do único canal opositor de alcance nacional no sinal aberto, a RCTV, em maio passado.

A campanha pelo "Sim" foi feita pelo próprio Chávez, que multiplicou suas aparições de rua nos últimos dias, passou a fazer discursos públicos várias vezes por dia e até três apresentações em um programa de no canal oficial de TV.

Durante o processo de reforma apareceu uma dissidência chavista, com o ex-ministro de Defesa Raúl Baduel que havia devolvido o poder a Chávez depois do golpe de abril 2002, a ex-mulher de Chávez, Marisabel Rodríguez, que foi constituinte em 1999, uns poucos deputados, governadores social-democratas e um grupo de intelectuais, que pediram o voto no "Não".

Os venezuelanos se pronunciarão sobre a reforma de 69 dos 350 artigos da Constituição de 1999, que votarão em dois blocos, o primeiro integrado por 33 artigos propostos por Chávez, e o segundo pelos 36 acrescidos pela Assembléia Nacional, que sancionou a reforma há precisamente um mês.

A reforma, junto com o poder para legislar por decreto sobre certos temas que Chávez recebeu com sua reeleição em dezembro passado, seria o marco jurídico para instaurar o socialismo no país.

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