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21/12/2007 - 14h20

Parlamento libanês tenta eleger presidente pela décima vez

BEIRUTE, 21 dez 2007 (AFP) - O parlamento do Líbano volta a se reunir neste sábado em mais uma tentativa para designar um presidente da República - um procedimento que já foi repetido nove vezes em três meses, apesar das fortes pressões internacionais sobre a Síria, acusada de bloquear a eleição.

"É improvável que a eleição aconteça antes do fim do ano", havia declarado na sexta-feira à AFP Elias Atallah, um deputado da maioria anti-síria.

"Não vai haver eleição amanhã. As negociações estão em ponto morto entre a maioria e a oposição" apoiada por Damasco, antiga potência tutelar, e Teerã, dizia nesta sexta-feira o jornal independente Al Balad na primeira página.

O comandante do exército, Michel Sleimane, aparece como candidato consensual aos olhos dos dois campos, mas oposição e maioria não conseguem chegar a um acordo sobre o mecanismo da emenda da Constituição necessária à sua eleição.

A oposição reclama a possibilidade de discutir a composição do futuro governo, algo que a maioria recusa veementemente.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que já entrou em contato duas vezes com o colega sírio para falar sobre as eleições libanesas, na mais recente destas ocasiões avisou que gostaria que a data de sábado para esta eleição "seja respeitada".

Por sua vez, o presidente americano George W. Bush mostrou claramente, na quinta-feira, seu apoio à maioria, pedindo para que evitassem os aliados libaneses da Síria e o Hezbollah, organização classificada de terrorista por Wasington.

No mesmo dia, o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mulalem, já havia acusado Washington de ter imposto obstáculos aos esforços sírio-franceses pela eleição de um presidente no Líbano.

Apesar do pedido de Bush, a maioria parece preferir uma eleição consensual.

Já o Hezbollah declarou em um comunicado nesta sexta-feira que Bush "semeava a discórdia novamente entre os libaneses, ao não aceitar o consenso e ao utilizar seus aliados no Líbano", num movimento contrário à estabilidade do país.

O Líbano está sem presidente desde a saída do chefe de Estado, o pró-sírio Emile Lahoud, em 24 de novembro.

O país atravessa sua crise política mais grave desde o fim da guerra civil (1975-1990), depois da demissão, em novembro de 2006, dos ministros da oposição que saíram do governo apoiado pelo Ocidente de Fuad Siniora para reclamar mais poder.

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