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01/01/2008 - 19h13

Bhutto foi assassinada pelo 'extremismo' islamita, diz chanceler francês

ISLAMABAD, 1 Jan 2008 (AFP) - França e União Européia condenam o "assassinato" da líder da oposição paquistanesa Benazir Bhutto, que é obra do "extremismo" islamita, declarou nesta terça-feira o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, "em nome" de Paris e da UE.

"Foi assassinada por um extremismo que tanto a França quanto a União Européia estão decididas a combater", declarou Kouchner à imprensa, ao chegar a Islamabad para uma visita de dois dias, destinada a expressar o apoio da França e da UE à "necessária continuação do processo democrático" no Paquistão.

Kouchner foi o primeiro ministro de um país ocidental a expressar sua "indignação" desde a morte, na quinta-feira passada, em um atentado suicida, da ex-premier e principal figura da oposição, Benazir Bhutto.

O chanceler, que garantiu falar também em nome da presidência da UE, que ficará a cargo da Eslovênia neste semestre, declarou: "não seria surpreendente que fosse o terrorismo islâmico, já que sabemos que tem suas bases na zona tribal" do Paquistão.

Ainda assim, França e UE avaliam como "difícil" uma investigação da ONU sobre o "assassinato" de Bhutto, como reivindicam sua família e seu partido, declarou o chefe da diplomacia francesa.

"Se for um pedido por especialistas internacionais, por que não, estamos dispostos a proporcioná-los, mas se se trata de um pedido internacional no âmbito da ONU, há condições que, infelizmente, não são fáceis de cumprir", comentou o ministro francês.

"Uma comissão internacional é uma coisa, uma comissão da ONU é outra, já que precisa do envolvimento de um terceiro país", explicou Kouchner.

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