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05/01/2008 - 17h32

Presidente georgiano vence eleições, afirma seu porta-voz

TBILISI, 5 Jan 2008 (AFP) - O presidente da Geórgia, Mikhail Saakachvili, venceu "claramente" as eleições deste sábado, afirmou seu porta-voz, Davit Bakradzé, baseado nas pesquisas de boca-de-urna.

"São resultados preliminares (...) mas mostram claramente que a eleição foi um sucesso e que o próximo presidente da Geórgia será Mikhail Saakachvili", de 40 anos.

"Pedimos a todos os adversários que aceitem o resultado destas eleições", disse Bakradzé.

Segundo projeções realizadas por quatro canais de TV georgianos, Saakashvili obteve 52,5% dos votos, contra 28,5% para o principal candidato da oposição, Levan Gachechiladzé.

As projeções têm uma margem de erro de entre 2% e 3%, o que não exclui a realização de um segundo turno.

A legislação eleitoral da Geórgia exige que o candidado obtenha ao menos 50% dos votos para vencer no primeiro turno.

A oposição rejeita os resultados e destaca que as pesquisas de boca-de-urna foram pagas pelos canais de TV estatais.

Levan Berdzenichvili, aliado de Gachechiladze, disse à AFP que não confia nas pesquisas e previu protestos de rua liderados pela oposição.

"Este 52% para Saakachvili não é confiável. Temos que esperar até os resultados finais".

Na sede de campanha de Saakachvili, em Tbilisi, dezenas de pessoas comemoravam a vitória, agitando bandeiras com as cores da Geórgia (vermelho e branco).

As eleições foram convocadas por Saakachvili após os distúrbios de novembro passado, quando a polícia reprimiu violentamente uma série de protestos da oposição e o presidente decretou estado de exceção no país.

Os aproximadamente 3,4 milhões de eleitores também se manifestaram sobre a entrada da Geórgia na Otan, em um referendo no qual a vitória do 'sim' é, segundo as pesquisas, o resultado mais provável. O objetivo da votação, que tem caráter apenas consultivo, é enviar uma mensagem de fidelidade ao Ocidente.

Sob pressão dos Estados Unidos e da União Européia, que fizeram muitas críticas à maneira como conduziu os distúrbios de novembro, quando chegou a fechar o principal canal de televisão opositor, o Imedi TV, Saakachvili surpreendeu com a convocação de eleições um ano antes do previsto.

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