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17/01/2008 - 14h44

Chefes de Estado do oeste africano se reúnem para designar governador do banco central da região

UAGADUGU, 17 Jan 2008 (AFP) - Vários chefes de Estado do oeste africano tentam nesta quinta-feira em Uagadugu chegar a um acordo sobre o nome do próximo governador do Banco Central dos Estados da África do Oeste (BCEAO), posto estratégico reivindicado pela Costa do Marfim.

Esta nomeação, várias vezes adiada, representa um teste importante para a coesão dos oito países da união econômica e monetária do oeste africano (Uémoa: Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Togo, Senegal). Ela deve ser feita por unanimidade.

"O cenário pretendido é o de uma rotação a começar pela Costa do Marfim. Abidjan manteria assim o posto desta vez, mas é preciso se chegar a um consenso sobre o nome", disse à AFP um observador que solicitou o anonimato. "E se (o presidente marfinense Laurent) Gbagbo quiser impor a qualquer custo seu candidato, isto poderá ser um problema".

O candidato marfinense é Paul Bohun Buabré, ministro do Planejamento, um aliado do chefe de Estado, mas seu nome sofre algumas resistências, principalmente por parte da França. A oposição de Paris poderá favorecer o surgimento de um outro candidato marfinense.

Gbagbo insistiu que o posto de governador deve ficar com a Costa do Marfim, respondendo às pretensões de outros países, principalmente Senegal, Níger e Burkina Faso, que propõem que este posto estratégico possa ser concedido a outros países.

Enfraquecida por cinco anos de crise, a Costa do Marfim perdeu seu papel de "locomotiva" da Uémoa, mas este país, maior exportador de cacau do mundo e produtor de petróleo, continua sendo de longe o maior peso pesado econômico do Oeste da África de língua francesa.

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