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21/01/2008 - 20h39

Hillary e Obama reivindicam herança negra na Carolina do Sul

COLUMBIA, EUA, 21 Jan 2008 (AFP) - Hillary Clinton presta homenagem a Martin Luther King, nesta segunda-feira, procurando atrair os eleitores de ascendência africana na véspera das primárias democratas do próximo sábado na Carolina do Sul, onde seu rival Barack Obama tem forte respaldo da comunidade negra.

A senadora por Nova York assistiu a uma missa e fará uma caminhada durante o feriado nos Estados Unidos pelo aniversário de Luther King, antes de enfrentar Obama em um debate na televisão.

Animada por outra vitória na sua busca para chegar à Casa Branca, Hillary quer voltar sua energia para os eleitores afro-americanos, uma influente e crucial base democrata mais inclinada a Obama.

A ex-primeira dama e o senador por Illinois, que espera ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, renovaram o embate eleitoral no domingo antes das primárias de 26 de janeiro.

Para Hillary, o próximo sábado é uma oportunidade de ganhar a adesão dos afro-americanos da Carolina do Sul e de outras duas dezenas de estados que votarão na chamada "Superterça" de 5 de fevereiro.

Para Obama, que triunfou no primeiro encontro eleitoral de Iowa, mas perdeu para Hillary em New Hampshire e nos caucus do último sábado em Nevada, a Carolina do Sul é uma corrida em que está quase obrigado a ganhar.

Também é a primeira oportunidade que Obama tem para se beneficiar de uma ampla maioria negra, uma posição única como primeiro candidato negro com uma expectativa real de ascender à presidência.

Ambos os candidatos tentaram simbolicamente, no domingo, dar início à campanha da Carolina do Sul em paróquias religiosas.

Em Nova York, Hillary recebeu o apoio do reverendo Calvin Butts, pastor da mais antiga igreja batista afro-americana do estado.

Butts disse que alguém lhe perguntou; "Por que como homem negro neste país, decidi anunciar meu apoio a uma mulher branca? Bom, meus amados, para mim esta não foi, não é e nem será uma decisão baseada na raça".

Obama fez uma aparição simbólica na Igreja Batista Ebenezer, de Atlanta, o ponto de partida da cruzada do ícone dos direitos civis Martin Luther King.

"Peço que caminhem comigo, que marchem comigo, e unam suas vozes à minha", disse Obama na paróquia. "Juntos cantaremos a canção que derruba as barreiras que nos dividem, e levantaremos os Estados Unidos que é indivisível, com liberdade e justiça para todos".

Os eleitores afro-americanos - quase a metade do eleitorado democrata na Carolina do Sul - ajudaram Bill Clinton em duas ocasiões a se impor nas eleições para a Casa Branca. Espera-se que esse homem, qualificado às vezes como "o primeiro presidente negro", tente recriar essa mística com um impulso pessoal à candidatura de sua mulher.

As questões raciais são sempre delicadas, mas as tensões serão especialmente agudas esta semana. Há alguns dias, Hillary e Obama amenizaram uma polêmica deflagrada por declarações da senadora sobre King, consideradas por alguns ofensivas à comunidade negra.

Segundo uma pesquisa da empresa RealClearPolitics.com, Obama leva uma vantagem de 10% na Carolina do Sul sobre Hillary.

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