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27/01/2008 - 18h48

Hillary admite que seu marido se excedeu um pouco nas críticas a Obama

WASHINGTON, 27 Jan 2008 (AFP) - A pré-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, admitiu neste domingo que seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, se excedeu um pouco em seus ataques contra seu adversário Barack Obama, e os atribuiu ao amor que ele professa por ela.

"Talvez ele tenha se deixado levar um pouco, é preciso entender que isso acontece numa campanha muito disputada", explicou Hillary, depois de ter sofrido no sábado uma expressiva derrota ante Obama nas primárias da Carolina do Sul.

Temerosos de um retorno das divisões raciais dentro do Partido Democrata, alguns dirigentes expressaram claramente seu desagrado pelas alusões de Bill Clinton contra o candidato negro, por considerá-las "pouco elegantes".

Com base nos resultados das pesquisas de boca-de-urna, analistas políticos avaliaram que a estratégia do ex-presidente se voltou contra sua mulher na Carolina do Sul, pois fez com que a comunidade negra fechasse fileiras em torno de Obama, sem dissuadir os jovens brancos a votar nele.

Quando a rede CBS perguntou a ela se seu marido "perdeu o controle", a candidata enfatizou a profundidade do compromisso que une o casal.

"Meu marido está muito comprometido comigo e com minha campanha", afirmou a senadora por Nova York. Segundo ela, os excessos de seu marido podem ser explicados pela falta de sono que acomete tanto a ela, seu marido e quem apóia sua cansativa maratona eleitoral.

Na semana passada, o ex-líder do Partido Democrata no Senado, Tom Daschle - que apóia Obama - manifestou que os ataques de Bill Clinton "não condizem com a imagem de um ex-presidente". "Para dizer a verdade, me surpreende que tenha adotado essa abordagem", lamentou Daschle.

Barack Obama, por sua vez, criticou Bill Clinton, afirmando que seu papel na campanha eleitoral é "muito problemático".

"O ex-presidente, por quem acredito que todos nós sentimos muito respeito, levou a campanha em nome de sua mulher a um nível que considero muito problemático", disse Obama ao ser entrevistado no programa "Good Morning America", da rede ABC.

"Clinton continua fazendo declarações que não estão apoiadas em fatos - sobre meu histórico de oposição à guerra no Iraque ou sobre nosso enfoque de organização em Las Vegas", disse o senador pelo Illinois.

O senador ao que parece se referia ao comentário de Clinton sobre a posição de Obama em relação ao Iraque, classificada pelo ex-presidente de "conto de fadas", e aos esforços do ex-presidente para evitar que o Partido Democrata em Nevada organizasse o cáucus de sábado passado nos cassinos de Las Vegas, o que os assessores de Hillary temiam que favorecesse Obama.

Antes das primárias de New Hampshire no dia 7 de janeiro, o ex-presidente rebateu a afirmação de Obama de que havia se oposto à guerra desde o início.

"Dá um tempo. Este assunto é o maior conto de fadas que já ouvi", disse Bill Clinton (1993-2001).

Ao contrário de Obama, Hillary Clinton votou no Senado dos Estados Unidos pela autorização da guerra.

"A única coisa da qual quero ter certeza é que, quando ele vier contra mim, que venha baseado em fatos e diferenças políticas, e, vocês sabem, as coisas não são simplesmente fabricadas", disse Obama.

Ele também foi ao "Today Show, da NBC, onde negou que Bill Clinton o estivesse incomodando psicologicamente.

"É só isso, o ex-presidente Clinton tem divulgado uma série de informações erradas sobre mim. Então, naturalmente, devo me certificar de que elas sejam corrigidas", afirmou.

O veneno entre as duas campanhas ficou claro na última segunda-feira em um debate democrata, quando Obama e a ex-primeira-dama se acusaram mutuamente de desonestidade e trapaça na campanha.

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