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29/01/2008 - 09h32

Votação na Flórida representa primeira grande batalha entre pré-candidatos

Da AFP
Em Miami
Os pré-candidatos à presidência americana travam nesta terça-feira no estado da Flórida (sul) a primeira grande batalha do processo pela indicação partidária às eleições de novembro, uma votação crucial para os republicanos, sobretudo para o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani.

A disputa conservadora concentra toda a tensão, com o senador e ex-veterano da guerra do Vietnã, John McCain (33%), e o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney (30%), em um empate técnico, segundo uma pesquisa do instituto Zogby International.

Giuliani, favorito absoluto há alguns meses, chega à votação em baixa nas pesquisas e lutando pelo terceiro ou quarto lugar com o ex-governador de Arkansas, Mike Huckabee, o que levanta dúvidas sobre suas possibilidades de prosseguir na corrida.

A primária da Flórida é a primeira em um dos grandes estados do país, que pelo tamanho da população designam uma quantidade maior de delegados para as convenções partidárias que definem as candidaturas.

Os republicanos têm muito em jogo na Flórida, já que o estado designará 57 delegados para a convenção nacional que escolherá em setembro o candidato do partido à presidência.

Do lado democrata o resultado terá caráter simbólico - além do efeito psicológico -, já que não designará os delegados deste estado na convenção nacional como punição à Florida por violar o cronograma das primárias.

As pesquisas mostram a ex-primeira-dama, Hillary Clinton, com ampla vantagem sobre o senador de Illinois, Barack Obama, especialmente entre os eleitores hispânicos.

Um triunfo na Flórida dará um grande impulso e pode ter uma influência positiva na "superterça", de 5 de fevereiro, quando os dois partidos celebrarão primárias em mais de 20 estados, incluindo outros "grandes" como Califórnia e Nova York.

Os favoritos republicanos McCain e Romney não estabeleceram uma trégua antes da votação e trocaram acusações em temas diversos, como a economia e a guerra do Iraque.

Ao contrário dos democratas, que por conflito a respeito da data da votação não fizeram campanha, os republicanos realizaram amplas campanhas na Flórida.

Na segunda-feira, Romney, um empresário com fama de ter recuperado empresas que estavam em problemas, enfatizou sua capacidade para administrar a economia e criticou McCain por sua suposta ignorância neste campo.

"Francamente não posso imaginar como se pode ter um presidente dos Estados Unidos que não entenda de economia", disse Romney a jornalistas em Palm Beach (100 Km ao norte de Miami).

A campanha de McCain respondeu rapidamente aos ataques.

"Mitt Romney tem demonstrado nesta campanha que dirá qualquer coisa, sobre qualquer um, e a qualquer momento, se isto lhe servir politicamente", disse o porta-voz de McCain, Jill Hazelbaker.

Segundo uma pesquisa do instituto Newlink Reseach, os hispânicos de Flórida apóiam McCain (36,16%), com Rommey (25,63%) em segundo.

Entre os democratas, os hispânicos preferem de longe a senadora Hillary Clinton (68,56%). Barack Obama (14,74%) aparece bem atrás.

Com mais de 18 milhões de habitantes, a Flórida tem mais de 20% de população hispânica, 15% de negros e 61% de brancos não latinos, segundo dados oficiais.

Em 2007 a legislatura local aprovou uma lei que antecipava as primárias no estado de março para janeiro - em uma tentativa de dar à Florida mais peso no processo de votações - e violou uma disposição que proibia a eleição antes da "superterça".

Como punição, os republicanos afirmaram que só designarão 57 dos 114 delegados que correspondem à Flórida na convenção nacional partidária.

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