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07/03/2008 - 17h19

Presidente Chávez diz que é hora de parar a crise na América Latina

SANTO DOMINGO, 7 Mar 2008 (AFP) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira que "estamos em tempo de deter uma voragem da qual poderíamos nos arrepender", durante discurso na cúpula do Grupo do Rio, que aborda a crise diplomática envolvendo Venezuela, Equador e Colômbia.

"É hora de reflexões e ações, estamos em tempo de deter o turbilhão do qual poderíamos nos arrepender e não apenas nós mas nossos povos, filhos e comunidades não sabemos durante quanto tempo", prosseguiu, pedindo a "busca de uma saída racional", para a crise.

Segundo Chávez, por trás do conflito armado na Colômbia "está o governo dos Estados Unidos e o belicismo do império".

Defendeu-se das acusações contra ele feitas pelo governo colombiano, com base em supostos documentos contidos num computador apreendido de um guerrilheiro morto, Raúl Reyes.

"O presidente Uribe não deve se preocupar se Chávez está mandando dólares ou armas para as Farc. Não vou fazê-lo, nunca o fiz, porque quero a paz", enfatizou.

"Vi planos de guerra (da guerrilha) e são inviáveis, a menos que queiram passar 100 anos se matando", destacou.

Antes deste pronunciamento, o presidente da Venezuela pediu aos membros do Grupo do Rio que "esfriem nervos e mentes" para avançar na solução da crise regional.

"É preciso esfriar nervos e mentes para poder avançar e encontrar soluções", declarou Chávez à imprensa minutos antes da abertura da XX Cúpula do Grupo do Rio, realizada em Santo Domingo.

"É uma guerra que está se internacionalizando. Por isso, é preciso incentivar todas as partes à reflexão. Existem duas opções: a guerra ou a paz", afirmou.

Equador e Colômbia cortaram relações diplomáticas terça-feira, depois da operação conduzida sábado passado pelo exército colombiano contra um acampamento da guerrilha das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Vinte e três pessoas, entre elas o número dois das Farc, Rúl Reyes, morreram durante a operação.

O Equador e a Venezuela enviaram tropas às fronteiras com a Colômbia, mas Bogotá descartou, por enquanto, fazer o mesmo.

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