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10/03/2008 - 15h59

Obama faz campanha no Mississippi, um dos estados mais pobres dos EUA

WASHINGTON, 10 Mar 2008 (AFP) - Barack Obama começou a fazer campanha nesta segunda-feira no estado do Mississippi, uma das regiões mais pobres dos Estados Unidos, que realiza suas primárias na próxima terça-feira e onde o senador espera se fortalecer para a reta final da disputa com Hillary Clinton pela candidatura democrata à presidência.

Apesar de sua visita a Hattiesburg (Mississippi) na sexta-feira, a ex-primeira-dama dava a impressão de estar resignada a respeito deste estado do sul, onde a importante minoria negra, a mais numerosa do país, daria uma vantagem decisiva a Obama.

A senadora passou o final de semana no estado, e incluiu a filha, Chelsea, e o marido, o ex-presidente Bill Clinton, na campanha. Na segunda-feira, porém, já estava na Pensilvania (leste), estado de 158 delegados, que em 22 de abril realizará suas primárias e onde as pesquisas dão a Hillary 12 pontos de vantagem sobre Obama.

Obama, que no sábado venceu no estado menos povoado do país, Wyoming (oeste), segue na frente na corrida pela candidatura democrata. Ele já ganhou em 28 estados, contra 15 de Hillary, e tem 1.588 delegados para a convenção do partido, que em agosto determinará qual dos dois sairá candidato à Casa Branca em novembro. No entanto, o senador do Illinois ainda está longe dos 2.025 delegados necessários par garantir a vitória.

Hillary, por sua vez, conta com 1.468 delegados. Na semana passada, ela respirou aliviada após obter vitórias decisivas nos estados do Texas (sul) e Ohio (norte), e agora se empenha em lançar como viável a hipótese de uma chapa Hillary-Obama, com ele no cargo de vice-presidente.

"Se nós os colocarmos juntos, sua força é praticamente impossível de deter", disse no sábado o ex-presidente Bill Clinton no Mississippi.

Obama ironizou a proposta da concorrente.

"Venci mais votações populares que a senadora Clinton. Tenho mais delegados. Não compreendo, então, como uma pessoa que está em segundo lugar pode propor a vice-presidência para quem está em primeiro", disse Obama durante um comício em Columbus, no Mississipi.

"Quando Bill Clinton recebeu em 1992 a proposta de (ser candidato a) vice-presidência, disse que o critério mais importante para ser vice-presidente era que essa pessoa precisava estar disposta a se converter em comandante-em-chefe no caso de ter que substituir o presidente", disse.

"A equipe de Hillary acaba de passar as últimas duas ou três semanas dizendo que não estava segura de que eu tivesse as condições" de ser comandante-em-chefe, ironizou o senador por Illinois. "Não entendo. Se eu não reúno as condições, como podem pensar que serei um bom vice-presidente?", perguntou.

Diplomático, o estrategista de Obama, David Axelrod, apenas disse à rede de televisão MSNBC: "Não seremos pretensiosos nem começaremos a propor a vice-presidência antes de ter ganhado a candidatura. E (Hillary Clinton) tampouco deveria propor isso".

"Se Barack pensasse que a senhora Clinton representa o tipo de mudança que o país necessita, não seria candidato, porque ela seria finalmente a candidata inevitável, designada" por antecipação, acrescentou.

Afetado por uma série de passos em falso de seus colaboradores em matéria de política exterior, Obama tentará nesta segunda-feira recuperar a vantagem sobre o tema das condições necessárias para ser presidente.

Dez dias depois da exibição na TV de um angustiado anúncio da equipe de Hillary Clinton fazendo um apelo aos eleitores para que se perguntem quem seria mais qualificado para atender o telefone vermelho da Casa Branca no meio da noite, três ex-funcionários do Pentágono explicarão durante uma coletiva de imprensa "por quê Obama demonstrou que tinha o juízo e a experiência" necessários.

A equipe da ex-primeira-dama contra-atacou convocando oficiais aposentados comprometidos com sua candidatura. "Tem a força e o caráter necessários para retirar nossas tropas relativamente rápido do Iraque", afirmou o ex-comandante supremo das forças da Otan, Wesley Clark.

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