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11/03/2008 - 14h58

Sarkozy volta a falar de imigração antes do segundo turno das municipais

TOULON, França, 11 Mar 2008 (AFP) - A cinco dias do segundo turno de uma difícil disputa nas eleições municipais para a direita na França, o presidente Nicolas Sarkozy retomou nesta terça-feira seu assunto preferido: "a imigração controlada", evitando se envolver no embate eleitoral.

Sarkozy, em visita a Toulon (sudeste), anunciou que "levará naturalmente em conta" os resultados do pleito, em seu primeiro discurso após o primeiro turno marcado no domingo por uma franca expansão da esquerda.

Contudo, afirmou que esta eleição representa um desafio "democrático local" no qual, como presidente, não irá "se envolver".

Sarkozy insistiu nos bons resultados obtidos por seus ministros - um total de 14 dos 23 foram eleitos no primeiro turno, vendo neste aspecto um fator "encorajador" para seu governo engajado "em reformas difíceis".

Sarkozy quis ainda refutar uma análise amplamente compartilhada, de que o primeiro turno representou uma advertência para o seu governo. A popularidade do presidente francês registrou uma forte queda nas pesquisas, dez meses após sua eleição, devido principalmente à queda no poder aquisitivo e à forte exposição de sua vida privada.

Em Toulon, cidade na qual a direita obteve 65% dos votos no domingo passado, Sarkozy participou de uma cerimônia de naturalização. Uma oportunidade de defender sua política "de imigração controlada" e sua concepção de "identidade nacional".

"Nego o direito de criticar daqueles que dizem que nossa política de imigração controlada é racista", lançou.

A imigração e "a identidade nacional" estiveram no centro da campanha presidencial de Sarkozy e permitiram a ele obter uma parcela importante dos votos da extrema direita.

A escolha de Toulon teve também outro significado: esta cidade está situada a poucos quilômetros de Marselha, onde será travada a principal batalha do segundo turno contra os socialistas.

Jean-Claude Gaudin, prefeito desde 1995, um cacique do partido de direita UMP, terminou o primeiro turno na frente por pouco (41,03% a 39,14%). Mas é ameaçado pela esquerda, que se uniu ao partido de centro MoDem, do terceiro colocado das eleições presidenciais François Bayrou, para tentar conquistar a segunda maior cidade do país.

A UMP e o PS cortejam o MoDem, que será o fiel da balança em diversas cidades apesar de fraco desempenho geral.

Mas seu líder Bayrou, que enfrenta dificuldades em Pau (sudoeste), descartou uma aliança nacional, deixando a porta aberta para acordos cidade por cidade.

Ele negociou alianças tanto em favor da direita, como em Toulouse, outra cidade-chave, como em favor da esquerda. Em Estrasburgo (leste), recusou-se a declarar apoio a qualquer um dos lados.

Um outro desafio para ambas as partes é seduzir os eleitores que se abstiveram. Cerca de 1/3 dos franceses não compareceram às urnas no domingo passado.

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