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06/04/2008 - 16h36

Morre ministro do Sri Lanka em atentado à bomba

COLOMBO, 6 Abr 2008 (AFP) - O ministro dos Transportes do Sri Lanka, Jeyaraj Fernandopulle, morreu neste domingo em um suposto atentado suicida atribuído pelo governo aos separatistas tâmeis em uma cidade próxima a Colombo, que também deixou 11 mortos e 50 feridos.

Jeyaraj Fernandopulle, de 55 anos, presidia a tradicional cerimônia de Ano Novo na cidade de Weliveriya quando ocorreu a explosão, informou a Polícia.

"Foi um atentado suicida, dos Tigres para a Libertação do Eelam Tamil (TLET)", afirmou o ministro da Comunicação, Anura Yapa.

Fernandopulle, um duro crítico do TLET, participou das negociações frustradas de paz com os rebeldes e era considerado um potencial primeiro-ministro do país.

É o segundo membro do governo assassinado este ano. Em janeiro, um atentado à bomba no mesmo distrito já havia custado a vida do ministro da Construção, D. M. Dassanayake.

A TV exibia neste domingo imagens da destruição provocada pela explosão registrada quando Fernandopulle pronunciava um discurso para um grupo de atletas que se preparava para iniciar uma maratona.

"Suspeitamos que o atentado tenha sido praticado por um terrorista suicida que se passou por um participante da maratona", disse à AFP um policial que estava no local no momento da explosão.

O ministro acabara de hastear a bandeira nacional para marcar o início das celebrações do Ano Novo, um momento celebrado pela maioria cingalesa e a minoria tâmil da conturbada ilha situada ao sul da Índia.

A explosão ocorreu antes que o ministro terminasse a frase: "Espero que vocês possam terminar esta prova com sucesso..."

Outras onze pessoas morreram e 50 foram levadas para o hospital com ferimentos graves.

Fernandopulle era um dos políticos mais protegidos do país, e neste domingo estava cercado por um cordão de seguranças de um corpo de elite policial.

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapakse, condenou o atentado como um ato "covarde" dos separatistas tâmeis e pediu que a população mantenha a calma.

A violência intercomunitária já custou a vida de dois ministros, mas também de um político favorável aos rebeldes em um atentado com bomba atribuído às forças de segurança, embora o governo culpou mais uma vez o TLET.

O governo e o TLET romperam em janeiro uma trégua de seis anos, negociada sob a égide da Noruega.

Em conflito desde 1972, os Tigres Tâmeis, hinduístas, lutam pela independência do norte e do nordeste do Sri Lanka, um país povoado em 75% por cingaleses budistas.

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