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22/04/2008 - 17h15

Hillary e Obama medem forças nas primárias da Pensilvânia

FILADÉLFIA, 22 Abr 2008 (AFP) - Os aspirantes à candidatura democrata Barack Obama e Hillary Clinton medem suas forças, nesta terça-feira na Pensilvânia, nas primárias, decisivas para a senadora de Nova York, que precisa de uma vitória se pretende chegar à Casa Branca.

Cerca de 1,4 milhão de eleitores democratas estão habilitados a votar na Pensilvânia, onde 158 delegados estão em jogo.

Preocupada com as consequências da intensa disputa entre ambos os pré-candidatos democratas, Hillary ressaltou durante campanha eleitoral em Conshohocken que "seria uma loucura alguém que apóie Obama ou a mim votar em McCain em novembro".

E para não deixar dúvidas, ressaltou: "Qualquer que seja as diferenças entre mim e Obama, não se comparam com as diferenças que temos com o senador McCain".

Segundo a maioria dos analistas, Hillary precisa vencer com ampla vantagem na Pensilvânia caso queira chegar à Casa Branca. Na segunda-feira foram divulgadas pesquisas de opinião que apontavam uma vantagem de seis a dez pontos para Hillary.

A ex-primeira-dama não concorda. Nesta terça-feira afirmou à rede de televisão NBC que pouco importava a diferença entre ela e Obama, dado que o importante era vencer a primária.

Durante uma coletiva à imprensa em Pittsburgh, Obama disse que era o "outsider" desta primária. "Tudo dependerá da participação", disse o senador, que afirmou dispor da "melhor organização sobre o território".

Obama conta atualmente com 1.650 delegados contra 1.508 que apóiam Hillary, segundo dados do site independente www.realpolitics.com.

Hillary insiste em que venceu nos grandes estados como Nova York e Califórnia, e em outros considerados estratégicos como Ohio e Flórida, que serão decisivos nas eleições presidenciais de novembro.

Se tudo dependesse de dinheiro, Obama ganharia da rival facilmente.

O senador de Illinois, que arrecadou 234,8 milhões de dólares desde o lançamento de sua campanha, dispunha em 1 de abril, segundo dados da Comissão Eleitoral Federal (FEC), de aproximadamente 43 milhões de dólares para financiar apenas sua campanha das primárias.

Hillary, que arrecadou 175,7 milhões de dólares desde o início de sua campanha, está no vermelho. Suas dívidas superam 10,3 milhões de dólares e em 1 de abril dispunha de apenas 9,5 milhões de dólares.

Nacionalmente, as últimas pesquisas de opinião são mais que inquietantes para os desejos da ex-primeira-dama em se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.

Aproximadamente 54% dos eleitores democratas preferem Obama, enquanto que 35% preferem Hillary, segundo enquete com 1.209 pessoas feita pela Princeton Survey Research Associates International, realizado para o seminário Newsweek.

Uma das ameaças mais sérias contra Hillary é que a maioria dos eleitores a considera agora desonesta e pouco confiável, representando 51% dos entrevistados.

Após estas eleições, Hillary precisa vencer as primárias de Indiana, previstas para o dia 6 de maio.

No entanto, uma pesquisa publicada quarta-feira pelo jornal americano Los Angeles Times aponta Obama vencedor em Indiana. O senador de Illinois também é o favorito nas primárias da Carolina do Norte, previstas também para o mesmo dia (6 de maio).

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