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08/05/2008 - 15h43

ONU pede à junta birmanesa que se focalize no ciclone, não no referendo

NOVA YORK, Nações Unidas, 8 Mai 2008 (AFP) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou a junta militar birmanesa a se concentrar na ajuda às vítimas do ciclone, não no referendo, e está tentando entrar em contato com seu líder, Than Shwe, para facilitar a chegada da ajuda internacional, informaram as Nações Unidas nesta quinta-feira.

Segundo a assessoria de imprensa da ONU, Ban pediu à junta birmanesa que se mobilize para ajudar as vítimas do ciclone, em vez de se concentrar no próximo referendo constitucional.

Ele se inteirou da decisão da junta de manter o referendo previsto para sábado, mas adiando o plebiscito em algumas das zonas mais afetadas pelo ciclone.

"Levando em conta a amplitude do desastre que enfrenta atualmente Mianmar, o secretário-geral considera, no entanto, que seria mais prudente se concentrar na mobilização de todos os recursos disponíveis e nos esforços de respostas urgentes", frisou a assessoria de Ban Ki-moon.

O responsável pelos assuntos humanitários na ONU, John Holmes, se disse nesta quinta-feira "decepcionado" pelo fato de as autoridades birmanesas não terem deixado entrar mais ajuda do exterior.

"Estou decepcionado com os poucos resultados" obtidos durante as discussões com o regime no poder em Mianmar, afirmou, acrescentando: "temos que seguir incentivando o governo a cooperar".

Holmes confirmou que o secretário-geral da ONU está tentando entrar em contato com Than Shwe para lhe pedir que facilite a chegada da ajuda internacional.

"Eles não recusaram a entrada (das equipes humanitárias estrangeiras), mas também não a facilitaram", destacou.

John Holmes qualificou de "cada vez mais desesperada" a situação dos cerca de 1,5 milhão de pessoas afetadas pela passagem do ciclone Nargis, que pode ter matado 100.000.

O responsável informou que dois dos quatro especialistas em avaliação de desastres da ONU para a Ásia já estão em Mianmar, mas que os outros dois não foram autorizados a entrar no país, "por motivos que estamos tentando descobrir".

Estes especialistas são cruciais para coordenar a distribuição da ajuda internacional no país.

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