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27/05/2008 - 19h00

ONG britânica nega compra da Amazônia

LONDRES, 27 Mai 2008 (AFP) - A organização de proteção do meio ambiente Cool Earth, com sede em Londres, disse ter ficado "chocada", nesta terça-feira, depois que a imprensa brasileira divulgou informações sobre a abertura de uma investigação a respeito de suas atividades na Amazônia.

"Estamos chocados, porque não possuímos nenhuma terra na Amazônia. Financiamos diferentes projetos por intermédio de parceiros", explicou à AFP Matthew Owen, diretor da Cool Earth, acrescentando que não recebeu "nenhuma notificação" de investigação no Brasil.

Ainda de acordo com Owen, "não estamos interessados em ter terras, o que achamos que seria um uso inadequado da caridade britânica".

Ele comentou que cerca de 32.000 hectares de terra estão "protegidos" por fundos fornecidos pela Cool Earth, no Brasil e no Equador, e completou que a organização pretende financiar projetos similares no Peru.

Na segunda-feira, o jornal "O Globo" publicou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) abriu uma investigação sobre um dos fundadores da Cool Earth, o empresário Johan Eliasch, que possui dupla cidadania (britânica e sueca). Ele teria dito que se poderia comprar toda a Amazônia por 50 bilhões de dólares.

"Eliasch realizou, entre 2006 e 2007, reuniões com empresários e propôs que comprassem terras na Amazônia, chegando a afirmar que seriam necessários 'apenas' 50 bilhões de dólares para adquirir toda a floresta", informou "O Globo", citando relatório da Abin.

"Estamos a par do que foi anunciado na imprensa, mas não temos qualquer informação. A propriedade da Amazônia é um assunto altamente politizado e, logicamente, o governo quer saber o que todas as partes estão fazendo", completou.

"Temos sucesso" no "financiamento da proteção da Amazônia, mas não há qualquer evidência de que estejamos violando qualquer lei".

Uma fonte ligada a Eliasch, de 46 anos, proprietário da empresa de material esportivo Head e consultor do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para assuntos ambientais, garantiu que a investigação foi aberta "para incitar o nacionalismo para fins políticos".

Em uma conferência realizada em 2006, lembrou a mesma fonte, Eliasch relacionou o desmatamento na Amazônia às tempestades do Golfo do México, que custaram 75 bilhões de dólares às companhias de seguros, afirmando que a região poderia ser conservada com um terço desse valor.

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