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03/08/2008 - 11h01

"Não há genocídio em Darfur", diz ministro sudanês

MAPUTO, 3 Ago 2008 (AFP) - Um ministro sudanês garantiu que "não há genocídio", mas apenas "problemas políticos" em Darfur, rejeitando as demandas de um julgamento internacional para o presidente Omar al-Bashir por genocídio e crimes de guerra cometidos nesta província do oeste do Sudão.

Durante uma visita ao Moçambique, o ministro sudanês do Turismo, Joseph Dong, afirmou aos jornalistas que a crise em Darfur exige uma "solução política" e não a intervenção da Corte Penal Internacional (CPI).

"O presidente do Sudão é acusado de estar diretamente envolvido em um genocídio em Darfur", declarou Dong depois de uma reunião com o presidente do Moçambique, Armando Guebuza.

"O Sudão rejeita estas acusações. Não há genocídio, há apenas problemas políticos. Em todo caso, não ratificamos o tratado que instituiu esta corte", lembrou o ministro.

No dia 14 de julho, o procurador da CPI, Luis Moreno-Ocampo, pediu à CPI que emitisse uma ordem de captura contra Omar al-Bashir por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Darfur, assolado por uma guerra civil desde 2003.

Se a emissão da ordem de captura pelo CPI for confirmada, será a primeira contra um chefe de Estado em exercício.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 300.000 pessoas morreram e 2,2 milhões fugiram de Darfur desde o início do conflito. O Sudão admite a existência de 10.000 mortos.

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