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08/12/2008 - 22h48

Casa Branca analisa plano democrata de socorro às montadoras de US$ 15 bi

WASHINGTON, 8 dez 2008 (AFP) - A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que analisa o plano democrata de 15 bilhões de dólares para socorrer as montadoras de veículos dos Estados Unidos, mas destacou que estas empresas precisam garantir sua viabilidade a longo prazo.

"Revisamos um projeto de lei esta tarde e prosseguimos negociando com o Congresso", revelou a porta-voz Dana Perino.

Mais cedo, os líderes democratas do Congresso anunciaram que estão dispostos a liberar "no máximo" 15 bilhões de dólares de ajuda imediata às montadoras americanas, em um projeto de lei que deverá ser votado rapidamente.

"O total de 15 bilhões (de dólares) é o máximo que poderemos disponibilizar, já que o presidente (George W. Bush) ameaça vetar qualquer outra proposta", disse o representante Barney Frank, um dos legisladores que lideram as negociações.

Os congressistas afirmaram que o pacote de ajuda tem a finalidade de "dar às montadoras a possibilidade de sanear suas contas e voltar ao caminho responsável do lucro".

Segundo funcionários ligados às negociações, o Congresso vai autorizar o socorro, mas sob estrita supervisão governamental.

O plano é permitir que as montadoras resistam até o mês de março, quando o presidente Barack Obama estará em pleno mandato.

"Parece que temos um acordo sobre os princípios básicos necessários para uma lei que o presidente firmará", disse Dana Perino.

Segundo a imprensa americana, o plano democrata prevê a nomeação de um comitê de controle formado por membros do governo e presidido por uma personalidade independente, nomeada pelo presidente. Esse comitê fixaria os critérios para uma estrita reestruturação de empresas beneficiárias.

O comitê seria composto por cinco membros do gabinete e pelo diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA), sob a direção de um "czar do automóvel" independente, segundo a imprensa.

O "czar" seria o ex-diretor da General Electric Jack Welch, de acordo com algumas fontes em Washington.

Perino revelou que Bush quer a criação da figura do "assessor de viabilidade financeira", que se reuniria com os fabricantes de automóveis e ajudaria o governo a elaborar "um plano crível para a viabilidade a longo prazo" em troca da ajuda financeira.

Este assessor teria o poder de decidir se uma empresa está apta ou não a receber uma ajuda adicional. Em caso negativo, seria proposta uma reestruturação por intermédio de um pedido de concordata, o que obrigaria a empresa a devolver a ajuda em curto prazo.

Obama não concorda com a opção de pedido de concordata.

Dois dos três grandes fabricantes de Detroit (Michigan), a General Motors (GM) e a Chrysler, advertiram que poderão enfrentar a falência antes do fim do ano se não receberam uma ajuda por parte dos poderes públicos.

Somente a GM reclama um total de 18 bilhões, dos quais 8 bilhões antes de janeiro de 2009. A Chrysler diz necessitar, por sua parte, de 7 bilhões para fazer frente a seus vencimentos no primeiro trimestre de 2009.

A Ford, menos afetada a curto prazo, pede uma linha de crédito de 9 bilhões que espera não ter de usar.

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