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08/12/2008 - 14h42

Terrorismo: 16 pessoas, entre elas um dos principais suspeitos, detidas no Paquistão

ISLAMABAD, 8 dez 2008 (AFP) - O Paquistão deteve domingo e segunda-feira 16 pessoas suspeitas de ligação com o Lashkar-e-Ta¯ba (LeT), grupo islamita acusado pela Índia de ter cometido os ataques de Mumbai, entre elas um dos líderes acusados de ser um dos planejadores dos atentados.

"Zaki-ur-Rehman Lakhvi, um comandante das operações armadas do Lashkar-e-Ta¯ba, está atrás das grades", garantiu à AFP um alto dirigente dos serviços de segurança paquistaneses, pedindo anonimato. A Casa Branca comentou as detenções cumprimentando alguns gestos "positivos" do Paquistão no combate aos extremistas em seu território, mas reafirmou a necessidade de que Islamabad coopere com a Índia e os EUA.

Segundo a imprensa indiana, Zaki-ur-Rehman Lakhvi foi descrito pelos assaltantes que sobreviveram aos atentados de Mumbai como um dos planejadores destes ataques, que mataram 172 pessoas, das quais 9 assaltantes.

Ele foi detido no bairro de Muzaffarabad (noroeste), na parte da Caxemira sob administração paquistanesa, num campo para pessoas desfavorecidas ou desabrigadas da fundação de caridade Jamaat-ud-Dawa, considerada como ala política do LeT.

Dezesseis pessoas, supostos membros do LeT, foram detidas em Rawalpindi, nos arredores de Islamabad, segundo os serviços de segurança.

O governo paquistanês se reuniu nesta segunda-feira para debater as conseqüências dos atentados, e principalmente do aumento da tensão com a Índia, que não pára de insistir no fato de que os "terroristas" de Mumbai saíram do Paquistão.

Em comunicado depois do encontro, Islamabad se comprometeu a cooperar plenamente com a investigação de Nova Délhi e afirmou que "as ações antiterroristas" estavam no coração de seus interesses essenciais e que é imperativo agir para aliviar as tensões atuais.

Nova Délhi e Washington imputaram os ataques coordenados de Mumbai ao Lashkar-e-Ta¯ba (que significa o "exército dos piedosos"), um dos movimentos armados fundamentalistas paquistaneses que garantem lutar contra a ocupação indiana da Caxemira e contra as perseguições das quais seriam vítimas os 150 milhões de muçulmanos na Índia.

Criado em 1989 pelo paquistanês Hafiz Saeed, o LeT, que está na lista americana das organizações terroristas, é proibido no Paquistão desde 2002.

A fundação Jamaat-ud-Dawa que trabalha no território para os pobres da Caxemira -em particular depois do terremoto devastador de outubro 2005- é considerada como sua vitrine política. Ela é, além disso, dirigida por Hafiz Saeed, que teria deixado o LeT depois de sua interdição no Paquistão.

Este último condenou firmemente segunda-feura a operação "injustificada" contra o campo de sua fundação, denunciando a "fragilidade" do governo paquistanês.

"O ataque contra nosso campo de Muzaffarabad é o resultado da pressão indiana sobre o Paquitão", disse, de seu esconderijo um porta-voz do LeT, Abdullah Gaznavi, contactado pela AFP por telefone.

"Se vocês não podem nos ajudar no nosso combate ao regime indiano na Caxemira, devem pelo menos nos incomodar", declarou se dirigindo ao governo paquistanês, negando novamente qualquer envolvimento de seu movimento nos ataques de Mumbai.

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