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10/12/2008 - 17h49

Obama sai ileso do escândalo causado pela venda de sua cadeira de senador

CHICAGO, EUA, 10 dez 2008 (AFP) - O presidente eleito dos Estados Unidos quer que o governador de Illinois, Rod Blagojevich, renuncie ao cargo, frisou nesta quarta-feira seu porta-voz, Robert Gibbs, futuro secretário de imprensa da Casa Branca, ao falar sobre um escândalo que, segundo comentaristas, não deverá afetar Barack Obama,

"O governador (Rod) Blagojevich envenenou a política em Illinois", disse um dos dirigentes da Associação por um Melhor Governo, com sede em Chicago, Dan Sprehe.

"Me surpreenderia muito, mas muito mesmo, que tivesse havido contatos mais profundos entre os escritórios do presidente eleito e o do governador sobre qualquer assunto que não fosse oficial (...)", declarou ele à AFP.

"O presidente eleito concorda com o vice-governador (Pat) Quinn e muitas outras pessoas para as quais, nas circunstâncias atuais, é difícil para o governador realizar um trabalho efetivo, servindo ao povo de Illinois", destacou Gibbs.

Obama apóia a idéia, expressada por várias personalidades de Illinois, de organizar una eleição extraordinária na assembléia legislativa do Estado a fim de escolher seu sucessor no Senado, em vez de deixar essa prerrogativa a um governador que tem o nome manchado pela corrupção, comentou Gibbs.

"O presidente eleito pensa que a assembléia geral (de Illinois) deveria examinar a questão e pôr em prática um processo de seleção de um novo senador que mereça a confiança da população de Illinois", declarou.

O governador Blagojevich, de 51 anos, que pode pegar 30 anos de prisão, por acusações de associação ilícita para cometer fraudes e por corrupção passiva, havia sido detido na terça-feira. Entre outros casos, por ter tentado vender a cadeira no Senado de Barack Obama, após a eleição dele como presidente dos Estados Unidos, no dia 4 de novembro.

Blagojevich chegou a pagar uma fiança de 4.500 dólares para ser libertado, informou a justiça.

"Não mantive nenhum contato com o governador ou sua assessoria, não estava a par do que se passava", havia declarado Obama na terça-feira ante a imprensa. Mas, dizendo-se "entristecido" com este assunto, havia se recusado a fazer outros comentários.

Por sua vez, Joynt Kumar, especialista em comunicações presidenciais na Universidade Towson, Maryland (leste), estima que "o único problema" para Obama poderia estar nas retificações feitas por seu assessor, David Axelrod que, na terça-feira, emitiu um comunicado admitindo que havia se "equivocado". No mês passado, Axelrod disse que Obama havia conversado com Blagojevich a propósito de sua substituição no Senado.

"Jamais abordaram o assunto, nem nesse momento nem em nenhum outro", disse Axelrod.

Kumar assinalou que "num certo sentido, esta é uma lição (...) sobre a diferença existente entre fazer campanha e governar". "Não se pode fazer comentários sobre conversações que pudessem ter acontecido; antes de falar é preciso certeza de que aconteceram mesmo", acrescentou.

Para Dan Sprehe "tendo em vista os desafios que nos esperam na frente econômica e tudo o que acontece no mundo, não acredito que este caso vá constituir um problema".

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