UOL Notícias Notícias
 

11/12/2008 - 21h52

Líderes da UE acertam pacote de estímulo econômico de US$ 260 bi

BRUXELAS, 11 dez 2008 (AFP) - Os líderes da União Européia acertaram nesta quinta-feira, em Bruxelas, um pacote de reativação econômica de 260 bilhões de dólares, informou o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi.

O pacote, por um valor equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, foi fruto de um consenso sobre o plano proposto pela Comissão Européia para enfrentar a crise econômica, disse Berlusconi, ao final do primeiro dia de negociações em Bruxelas.

"Estamos de acordo" sobre o plano proposto pela Comissão Européia no final de novembro, informou Berlusconi, destacando que a quantia equivale a 1,5% do PIB comunitário e vai estimular as principais economias européias, que entram em recessão.

O primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, confirmou que não existem divergências sobre o valor previsto pela Comissão Européia.

"Não há divergências. Houve um acordo de princípio", disse Reinfeldt, acrescentando que este consenso deve ser aprovado formalmente na sexta-feira, por todos os países da UE.

A chanceler alemã, Angela Merkel, era a mais reticente ao plano, em nome do rigor orçamentário, enquanto França e Grã-Bretanha lideravam a campanha por sua aprovação.

O chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendiam o lançamento de um plano de incentivos o mais ambicioso possível.

Já a Alemanha não queria um maior comprometimento com as promessas, negando-se a pagar pelos outros, como já ocorreu no passado com a aplicação do princípio de solidariedade.

Nesta quinta-feira, a chanceler Merkel se mostrou mais conciliadora em Bruxelas e disse que "apóia, em princípio, a iniciativa da Comissão Européia".

"A Alemanha está consciente de sua responsabilidade como economia importante e vamos examinar o que ainda podemos fazer, em particular diante das medidas americanas que vão chegar em janeiro, com a posse do novo presidente" (Barack Obama), destacou a chanceler.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia, estimou que "como principal economia da União Européia, dotada de um orçamento equilibrado, a Alemanha deverá fazer a diferença com sua contribuição para dar impulso à economia da Europa".

A Comissão Européia julgou nos últimos dias que os esforços realizados pela UE até o momento são insuficientes.

Segundo números comunitários, as medidas de reativação já anunciadas pelos governos para 2009 representam entre 0,8% e 0,9% do PIB europeu, bem abaixo do objetivo de 1,2% estabelecido por Bruxelas como contribuição dos Estados-membros.

De acordo com estudo do instituto europeu Bruegel, as medidas de reativação já anunciadas pelos principais países da UE e pela Comissão Européia para 2009, sob a forma de redução de impostos e elevação dos gastos públicos, somam apenas 0,6% do PIB europeu.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host