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12/12/2008 - 17h54

Sarkozy encerra presidência da UE com acordo sobre o clima

BRUXELAS, 12 dez 2008 (AFP) - Ao arrancar dos 27 países membros um acordo sobre a luta contra o aquecimento global, Nicolas Sarkozy encerrou nesta sexta-feira com sucesso seus seis meses na presidência da União Européia (UE), também marcados por uma série de crises.

Ao término de sua última cúpula como presidente do Conselho Europeu, o chefe do Estado francês saudou uma decisão "histórica" sobre o clima.

"Estamos mudando os costumes na Europa. Falamos um pouco menos e agimos muito mais. A imagem da Europa é hoje mais forte do que era no início da presidência francesa", afirmou Sarkozy.

O mandato europeu do presidente francês, no entanto, não havia começado da melhor forma, alguns dias depois do "não" da Irlanda ao tratado de Lisboa.

Depois da cúpula de Paris, que permitiu a Sarkozy lançar seu controvertido projeto de União para o Mediterrâneo, dois acontecimentos propiciaram ao presidente francês a oportunidade de combater o que chamou de "imobilismo" das instituições européias.

Em agosto, a Rússia invadiu a Geórgia e ameaçou tomar Tbilisi. A poucos meses do fim da presidência de George W. Bush, os americanos cochilaram, e deixaram Sarkozy viajar a Moscou e conseguir, sozinho, um cessar-fogo, por sinal muito mais vantajoso para os russos do que para os georgianos.

Um mês depois, no momento do início da crise financeira, Sarkozy também monopolizou os holofotes, junto com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown.

Ele impôs aos americanos uma cúpula mundial sobre a crise, e aos europeus - apesar das reticências da Alemanha - um plano de apoio coordenado aos bancos.

A energia do presidente francês foi elogiada nos quatro cantos da Europa. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, exaltou sua "impaciência positiva".

"Deu um novo impulso à Europa ao mudar os costumes, e muitos países estão gratos a ele por causa disso", resumiu uma fonte diplomática européia.

Entretanto, Sarkozy não agrada a todo mundo. A Alemanha, por exemplo, não concorda com a França sobre as respostas a dar à crise econômica.

"Nosso conflito com a Alemanha é uma catástrofe", considerou o ex-primeiro-ministro socialista Laurent Fabius. Nesta sexta-feira, o jornal econômico Frankfurter Allgemeine Zeitung lamentou "a forma como Paris se distanciou de Berlim", e o fato de que "o novo favorito de Sarkozy se chame Gordon Brown".

Apesar de elogiarem a hiperatividade do presidente francês, outros países o criticaram por sua tendência a sempre querer atuar sozinho, às vezes com excessiva rapidez. "Foi uma presidência bastante imperial", ironizou o vice-primeiro-ministro tcheco, Alexandr Vondra.

Nesta sexta-feira, na hora de transmitir a presidência da UE à República Tcheca, Sarkozy se gabou de ter conseguido transformar a Europa.

"Estou certo de que temos muitos bons anos pela frente, desde que continuemos nesse ritmo", afirmou.

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