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30/05/2009 - 11h01

Gates adverte Coreia do Norte e tranquiliza aliados dos EUA na Ásia

CINGAPURA, 30 Mai 2009 (AFP) - O secretário americano da Defesa, Robert Gates, advertiu com firmeza neste sábado a Coreia do Norte contra as atividades nucleares e garantiu que Washington está pronto para reagir se Pyongyang ameaçar os EUA ou seus aliados na Ásia.

"Não aceitaremos uma Coreia do Norte com arma atômica e não ficaremos de braços cruzados se a Coreia do Norte se dotar da capacidade de destruir qualquer alvo na Ásia, ou nós mesmos", afirmou em uma conferência regional sobre a segurança em Cingapura.

Segundo uma fonte de inteligência americana, Pyongyang pode se preparar para lançar um míssil balístico de longo alcance.

Gates, que dirigiu a Pyongyang suas palavras mais duras desde o teste nuclear de segunda-feira, que foi seguido de seis disparos de mísseis de curto alcance, advertiu o regime comunista que Washington reagiria em caso de proliferação nuclear.

"A transferência de armas ou de material nuclear pela Coreia do Norte aos Estados ou atores não-estatais seria considerada uma grave ameaça para os EUA e seus aliados", destacou.

A atitude beligerante da Coreia do Norte, que ameaçou na quarta-feira atacar a Coreia do Sul, não representa por enquanto uma ameaça militar direta para os EUA, mas pode provocar uma corrida armamentista na Ásia, alertou o chefe do Pentágono.

Washington, Tóquio e Seul entraram em acordo neste sábado para elaborar uma resposta conjunta, durante uma reunião de seus ministros da Defesa, declarou à imprensa o sul-coreano Lee Sang-Hee, na saída de um encontro de quase uma hora com seus colegas americano, Robert Gates, e o japonês Yasukazu Hamada.

Além disso, Moscou e Tóquio consideram que o teste nuclear norte-coreano merece uma resposta firme e representa um desafio à segurança internacional, informou neste sábado o Kremlin após uma conversa telefônica entre o presidente russo, Dmitri Medvedev, e o premier japonês, Taro Aso.

De acordo com um membro da delegação americana, os ministros concluíram que "as negociações a seis continuam sendo o veículo principal" para solucuionar o problema. "Mas ao mesmo tempo devemos pensar no que podemos fazer além disso para pressionar (Pyongyang) e para preparar nossas próprias defesas em caso de fracasso dos esforços diplomáticos".

Os Estados Unidos, a China, o Japão, a Rússia e a Coreia do Sul participam nas negociações multilaterais com a Coreia do Norte sobre a desnuclearização de Pyongyang, mas o regime norte-coreano abandonou as negociações em abril.

Gates descartou no entanto, por enquanto, reforçar a presença militar americana na Coreia do Sul, onde Washington mantém 28.000 soldados, e insistiu neste sábado que privilegia a via diplomática.

A ONU elabora uma resolução com possíveis sanções à Coreia do Norte, apesar da ameaça de Pyongyang de responder com medidas "de legítima defesa".

Também em Cingapura, a China pediu calma à comunidade internacional.

"A península coreana deve se dirigir à desnuclearização e esperamos que todas as partes envolvidas mantenham a cabeça fria e respondam de forma comedida ao problema", declarou Ma Xiaotian, vice-chefe do Estado-Maior geral do Exército chinês.

Gates considerou ainda essencial para os Estados Unidos e a China encontrar oportunidades de cooperar sempre que possível, já que Pequim é considerado o ator mais influente junto a Pyongyang.

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