UOL Notícias Notícias
 

12/08/2009 - 09h55

Prêmio Nobel Suu Kyi anuncia apelação e retoma vida espartana

Em Yangun (Mianmar)
A opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, que retomou sua vida espartana em sua casa simples, onde cumpre uma prisão domiciliar, anunciou por meio dos advogados que vai apelar da condenação anunciada na terça-feira.

Ativista birmanesa Suu Kyi é novamente condenada a prisão domiciliar


O veredicto de 18 meses adicionais de prisão domiciliar contra a Prêmio Nobel da Paz de 1991, anunciado terça-feira por um tribunal especial de Yangun, segue provocando críticas em todo o mundo, mas em Nova York os 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU não chegaram a um acordo sobre uma declaração conjunta.

A China, principal aliada de Mianmar, pediu à comunidade internacional que respeite a soberanía da justiça birmanesa.

Aung San Suu Kyi, 64 anos, que passou 14 dos últimos 20 anos em prisão domiliciar, foi condenada a três anos de prisão e trabalhos forçados por um tribunal reunido na prisão de Insein, ao norte de Yangun. Mas o chefe da junta militar que governa o país, general Than Shwe, comutou a pena a 18 meses de prisão domiciliar.

Suu Kyi foi levada para sua deteriorada casa de Yangun sob fortes medidas de segurança.

Já o americano John Yettaw, o mormón de 54 anos que em maio de 2008 chegou a nado a sua casa, situada na margem de um lago, condenado a sete anos de prisão e trabalhos forçados, também anunciou a intenção de apelar.

Khin Maung Oo, defensor de Yettaw, informou a decisão de apelar, etapa por etapa" "Se for preciso, escreveremos ao número um da junta militar, generalíssimo Than Shwe, para pedir a expulsão de Yettaw de Mianmar", declarou.

Nyan Win, advogado de Suu Kyi e porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), partido fundado pela líder opositora, disse à AFP que a defesa "não está satisfeita" com o julgamento.

"Pensamos que este julgamento é totalmente contrário à lei", destacou Nyan Win, afirmando que a equipe da defesa de Suu Kyi apelará da sentença assim que receber uma cópia do veredicto.

A oposição birmanesa está convencida de que a condenação tem como objetivo afastar Suu Kyi do cenário político para as controversas eleições prometidas pela junta para 2010.

A opositora retomou a rotina espartana em sua casa de Yangun, onde a meditação no início do dia, os romances policiais e os doces de chocolate são suas únicas atividades e fontes de diversão.

A "Dama de Yangun", cada vez mais frágil, limita suas atividades ao mínimo, em uma casa que não tem telefone nem acesso a internet, na qual pode receber poucas visitas, apenas médicos e advogados.

Uma fonte dos serviços de segurança, que pediu anonimato, afirmou que Aung San Suu Kyi acorda cedo, faz orações, caminha e toma café. Mais tarde se ocupa das plantas no jardim. Também estuca rádio e faz um pouco de ioga.

A nova condenação despertou uma onda de indignação na comunidade internacional.

O presidente americano, Barack Obama, pediu a libertação imediata e sem condições, enquanto a União Europeia (UE) anunciou a intenção de adotar novas sanções contra o regime birmanês.

A Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), do qual Mianmar faz parte, expressou uma profunda decepção.

O governo do Brasil também pediu a libertação de de Aung San Suu Kyi.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    1,02
    3,178
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,90
    67.976,80
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host