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14/08/2009 - 19h17

Amorim analisa em Lima comércio e visita de Lula

LIMA, Peru, 14 Ago 2009 (AFP) - O chanceler do Brasil, Celso Amorim, analisou nesta sexta-feira, em Lima, a relação estratégica entre os dois países e o incremento do comércio bilateral, antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Peru, no dia 11 de dezembro.

Amorim, que realizou uma rápida visita ao Peru, foi recebido pelo presidente Alan García, no Palácio de Governo, onde revisaram a agenda bilateral e trataram de temas da realidade regional.

"Posso anunciar que o presidente Lula virá a Lima, em visita oficial, no dia ll de dezembro, para consolidar esta relação que tem muitas dimensões: fronteiriça, energética, de investimentos, de consulta política e de esforço comum e integração para toda a América do Sul", disse Amorim.

No encontro com o presidente peruano, Amorim fez "uma avaliação dos progressos obtidos na fronteira e dos aspectos bilaterais de cooperação econômica; há muitos investimentos de empresas brasileiras que estão satisfeitas".

Amorim citou ainda o comércio entre os dois países, que apesar de um ano "especialmente difícil devido à crise internacional, aumentou muito nos últimos tempos e esperamos que siga assim".

Segundo o chanceler brasileiro, a relação entre Brasil e Peru é estratégica, "e não apenas pelo vínculo entre os dois países, mas porque, de alguma maneira, significa uma vértebra para integrar toda a América do Sul".

O chanceler brasileiro e seu colega García Belaunde firmaram um acordo sobre localidades da fronteira que estabelece um regime especial de benefício mútuo nas áreas econômica, comercial, trabalhista e de saúde.

Também assinaram vários acordos de eletrificação rural, produção agrícola, aquicultura, combate ao crime organizado e educação e cultura.

Amorim revelou que o presidente Lula pretende conversar com seu colega americano, Barack Obama, sobre temas regionais, como a eventual presença militar dos Estados Unidos na Colômbia e a crise em Honduras.

"Existe a intenção de conversar (com Obama) sobre estes temas", mas a reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos "ainda não foi solicitada formalmente".

"Já entramos em contato com altas esferas do governo dos Estados Unidos, e há interesse neste diálogo sobre temas regionais".

Amorim reiterou que a possível instalação de bases militares americanas na Colômbia "é um tema de preocupação para muitos países" da região, mas ressaltou que o Brasil está disposto a ouvir os argumentos dos Estados Unidos.

Sobre o golpe de Estado em Honduras, Amorim frisou que "sem nenhum tipo de intervenção, e sob os auspícios da Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos têm mais poder do que qualquer outro país para convencer o governo de fato" em Tegucigalpa a aceitar uma solução que permita o restabelecimento da democracia.

"Há um interesse óbvio em restaurar a democracia em Honduras", afirmou.

Amorim pediu "uma resolução rápida da questão hondurenha segundo os termos estipulados pela OEA". "Ajudaria muito a diminuir um pouco a tensão que existe na região", justificou.

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