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15/08/2009 - 11h28

Ministra francesa quer proibir burca para erradicar "câncer" islamita

LONDRES, 15 Ago 2009 (AFP) - A proibição da burca, o véu integral que cobre completamente o rosto, permitiria erradicar o "câncer" que representa o islã radical, afirmou a secretária de Estado francesa responsável para política das cidades, Fadela Amara, em entrevista ao jornal britânico Financial Times.

"A grande maioria dos muçulmanos é contra a burca. A razão é evidente. Os que participaram na luta pelos direitos das mulheres em seus países, penso em particular na Argélia, sabem o que representa e que tipo de projeto de obscurantismo político dissimula, com o objetivo de sufocar as liberdades mais fundamentais", declarou Amara, de origem argelina.

A burca e o niqab (véu integral que deixa apenas uma brecha para os olhos) representam "a opressão da mulher, sua redução à escravidão e sua humilhação", destacou Amara.

Para ela, as mulheres, além da exploração sexual e da pobreza, sofrem uma terceira forma de opressão: "o extremismo religioso, a existência de organizações fundamentalistas que seguem difundindo seu discurso", completou a secretária de Estado, que já foi diretora da ONG de defesa do direito das mulheres "Nem Prostitutas nem Submissas".

"A França, pátria de um islã progressista, deve lutar contra a gangrena, o câncer que representa o islã radical, que deforma completamente a mensagem do islã", afirmou Amara.

O debate sobre o véu integral explodiu em junho na França, quando um deputado comunista pediu uma investigação parlamentar sobre seu uso.

O presidente Nicolas Sarkozy já afirmou que a burca não é bem-vinda na França.

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