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18/08/2009 - 11h11

Pequim critica relatório de defesa americano e Ásia se mantém alerta

PEQUIM, 18 Ago 2010 (AFP) -A China criticou nesta quarta-feira o departamento de Defesa dos Estados Unidos por afirmar que Pequim "continua incrementando" sua capacidade militar, uma preocupação que encontra eco em outros países da região, como Taiwan e Japão, que acompanham com atenção o fortalecimento de seu poderoso vizinho.

"Divulgar este relatório não é benéfico para melhorar nem para avançar as relações militares sino-americanas", alertou Geng Yansheng, porta-voz do ministério da Defesa chinês.

"O desenvolvimento militar da China é razoável e apropriado", argumentou o porta-voz.

Em seu relatório anual apresentado ao Congresso, o Pentágono disse que Pequim "continua incrementando" seu potencial militar, numa preparação para em eventual conflito com Taiwan, apesar da aproximação política entre os dois países.

Pequim considera a ilha como parte de seu território, e nunca escondeu que tem a intenção de recuperá-la.

O relatório também afirma que a China está tentando ampliar seu campo de ação na Ásia para muito além de Taiwan, chegando à ilha americana de Guam, no Pacífico.

O informe se concentra no ano de 2009 - antes, portanto, do anúncio feito em janeiro por Washington de que aumentaria a venda de mísseis Patriot, barcos, submarinos e helicópteros Black Hawk para Taiwan para 6,4 bilhões de dólares.

Comentaristas citados pela imprensa chinesa, por sua vez, qualificaram o documento de "pouco profissional" e "agressivo".

"Este relatório não é muito profissional", escreveu Ni Feng, pesquisador da Academia de Ciências Sociais, citado pelo jornal oficial China Daily.

Zheng Yongmian, diretor do Instituto do Leste Asiático da Universidade Nacional de Cingapura, criticou em entrevista ao Global Times, outro jornal oficial chinês escrito em inglês, "o tom agressivo em excesso" do informe.

No entanto, alguns comentaristas estimaram que o relatório do Pentágono foi "suavizado" este ano.

Segundo o Pentágono, os gastos com defesa da China foram superiores a 150 bilhões de dólares em 2009, levando em conta alguns investimentos que não figuram no orçamento oficial.

Em março, a China indicou que aumentaria em 7,5% seu orçamento de defesa, chegando a 77,9 bilhões de dólares - cifra 10 vezes inferior ao próximo orçamento de defesa dos Estados Unidos, o maior do mundo.

Neste contexto, Taipei estimou que a "China não abandonou a ideia de usar a força contra Taiwan". "Seguimos vigilando atentamente as ações militares da China", acrescentou o ministério da Defesa da ilha.

Taiwan também voltou a pedir aos Estados Unidos que lhes venda armas, apesar das melhors na relação com a China.

Já o Japão afirmou "observar atentamente o desenvolvimento militar da China". O mesmo "terá impacto significativo na região, incluindo o Japão", segundo um porta-voz do minist´rio da Defesa japonês.

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