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18/08/2009 - 10h18

Morreu ex-presidente sul-coreano e Nobel da Paz Kim Dae-jung

SEUL, Coreia do Sul, 18 Ago 2009 (AFP) - O ex-presidente sul-coreano e Prêmio Nobel da Paz Kim Dae-jung faleceu nesta terça-feira aos 85 anos, anunciou o hospital onde ele estava internado.

Dae-jung foi o idealizador de uma política de abertura para a Coreia do Norte. Ele estava internado desde o fim de julho em uma Unidade de Terapia Intensiva por uma pneumonia.

Kim Dae-jung foi internado no centro médico em 13 de julho e respirava com a ajuda de aparelhos.

Casado e pai de três filhos, ele foi presidente da Coreia do Sul entre 1998 e 2003.

O gabinete presidencial informou que respeitará os desejos da família Kim sobre os funerais e precisou que Seul não impedirá que Pyongyang envie uma delegação para a cerimônia.

Kim foi o primeiro chefe de Estado sul-coreano a viajar a Pyongyang, onde em 15 de junho de 2000 assinou uma declaração conjunta que marcou a aproximação entre as Coreias.

Os esforços de aproximação e pacificação com o regime comunista de Pyongyang, uma política conhecida como "raio de sol", inspirada na Ostpolitik alemã de Willy Brandt, valeram a ele o Prêmio Nobel da Paz em 2000. O acordo com os norte-coreanos permitiu o encontro entre famílias das duas Coreias e uma maior cooperação econômica.

Apesar do fracasso em deter a corrida nuclear norte-coreana, até o último momento Kim Dae-jung estava convicto da necessidade da reconciliação.

"É a melhor maneira de pôr fim à tragédia nacional e de reunificar a pátria", declarou em seu último discurso presidencial.

Kim nasceu em uma família pobre de uma pequena ilha frente ao litoral sudoeste da Coreia em 1924. Entrou para a vida pública no início dos anos 50, antes de ser eleito deputado em 1961.

Aos 45 anos, foi derrotado por pequena margem pelo ditador militar Park Chung-Hee nas eleições presidenciais de 1971.

Dois anos mais tarde, a contra-espionagem sul-coreana o fez de refém em Tóquio, onde havia se refugiado depois da imposição da lei marcial pelo presidente Park.

Foi transferido para a Coreia do Sul e passou períodos na prisão e em prisão domiciliar até o assassinato de Park, em 1979.

Uma junta militar liderada pelo general Chun Doo-Hwan retomou o poder, voltou a prender Kim e o condenou à morte sob acusação de sedição.

Diante a pressão internacional, os militares o libertaram depois de dois anos e meio e Kim se exilou nos Estados Unidos.

Em 1985 voltou à Coreia do Sul e assumiu a liderança das manifestações pró-democracia que obrigaram o governo a adotar reformas e permitir a realização de eleições presidenciais diretas.

Kim venceu essas eleições em 1998 e, como chefe de Estado, colocou em andamento sua política de abertura em relação à Coreia do Norte.

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