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18/08/2009 - 14h49

Vaticano esclarece polêmico pagamento de entradas para ver o Papa na Inglaterra

CIDADE DO VATICANO, 18 Ago 2010 (AFP) -O Vaticano explicou nesta quarta-feira a polêmica sobre a cobrança para ver o Papa durante a viagem de Bento XVI, em setembro, à Grã-Bretanha, esclarecendo que os fiéis não vão pagar "uma entrada" para assistir às missas.

Segundo o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, a decisão de pedir pela primeira vez uma contribuição aos fiéis para a viagem pontifícia, foi tomada pela igreja local junto com as autoridades civis.

"Os custos da organização da visita são de quem convida", destacou Lombardi.

"O Vaticano não estabeleceu a medida. São modos de organização decididos pela Igreja local, levando em conta as necesidades", precisou.

"Li e ouvi observações sem fundamento. Para alguns, o Vaticano vai pedir aos fiéis que paguem ingresso para assistir à missa. Tudo isso é equivocado", declarou Lombardi à emissora Rádio Vaticano.

"O Papa viaja a um país porque foi convidado pelas maiores autoridades desse Estado; no caso, a rainha e o governo, seguidos pela igreja local. Portanto, o custo e as obrigações com a organização estão a cargo dos solicitantes", disse.

No começo de agosto, a igreja britânica informou que os peregrinos teriam que pagar até 30 euros para assistir a algumas celebrações de Bento XVI.

A medida inédita foi aprovada para cobrir gastos da visita, considerados particularmente caros.

Servirá para pagar o aluguel de ônibus, por exemplo, estando incluindo a "mochila do peregrino", com instruções sobre o evento, um disco compacto comemorativo e um cartão postal, informou um dos porta-vozes da Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales.

Lombardi admitiu que foi preciso "organizar o transporte coletivo de grupos de fiéis (..).

"Não se trata de uma entrada paga pelo indivíduo para assistir à missa", explicou.

A imprensa britânica calcula que a viagem do Papa custará cerca de 23 milhões de libras (27,4 milhões de euros) o que motivou muitas polêmicas nesse país de maioria protestante. O governo liberou 10 a 12 milhões de libras (12 a 14,5 milhões de euros) para garantir a segurança e a polícia.

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