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25/08/2009 - 17h49

Corpos de brasileiros estão entre os 72 descobertos no México

SAN FERNANDO, México, 25 Ago 2010 (AFP) -Os 72 corpos encontrados na terça-feira em um rancho do estado mexicano de Tamaulipas (noroeste), na fronteira com os Estados Unidos, seriam de imigrantes ilegais de Brasil, El Salvador, Honduras e Equador, informou nesta quarta-feira, em entrevista à imprensa Alejandro Poire, porta-voz do Conselho de Segurança mexicano.

"A informação preliminar ainda precisa ser confirmada", explicou.

Acrescentou que a descoberta dos corpos foi feita após um confronto segunda-feira, em Tamaulipas, com "integrantes presumíveis do crime organizado" baseando-se no depoimento de um "sobrevivente de origem equatoriana que se apresentou à Marinha do México para solicitar apoio".

A operação incluiu ações aéreas no rancho localizado perto do município de San Fernando (de 30.000 habitantes no limite com Matamoros) depois da denúncia do equatoriano, disse na mesma entrevista o porta-voz da 'Armada', José Luis Vergara.

Entre os 72 corpos, 14 eram de mulheres.

Nesta quarta-feira, as estradas que levam a San Fernando estavam sendo ocupadas por numerosos veículos militares, constatou um correspondente da AFP.

O estado de Tamaulipas é cenário de grandes disputas entre o cartel do narcotráfico Golfo e seus antigos aliados 'Los Zetas', liderados por soldados de elite desertores aos quais as autoridades acusam de cometer massacres e praticar sequestros em massa de imigrantes ilegais.

Segundo o porta-voz da Marinha, o sobrevivente apontou 'Los Zetas' como responsáveis pelo massacre.

Em 2009, a Comissão de Direitos Humanos do governo estimou que 10.000 imigrantes, a maioria centro-americanos, foram sequestrados no México e os sobreviventes identificaram seus captores como membros de 'Los Zetas'.

Uma fonte da Procuradoria Geral (PGR) de Tamaulipas explicou que, segundo o sobrevivente, o ataque ocorreu quando os ilegais se trasladavam de um rancho a outro, tendo sido interceptados por homens armados em veículos.

O indivíduos ofereceram trabalho a eles no grupo por 1.000 dólares quinzenais. Ao ouvir a negativa, começaram a disparar contra eles, acrescentou a fonte da PGR.

O equatoriano, acrescentou a fonte, foi identificado como "Freddy", tendo sido posto sob custódia.

O governo do México mobilizou 50.000 militares para combater os cartéis.

A violência do narcotráfico causou mais de 28.000 mortos desde o final de 2006.

Tamaulipas vive uma onda de violência que incluiu, no final de junho o assassinato de um candidato ao governo, por um comando armado, a seis dias das eleições.

Nos últimos dois meses e meio foram registradas no México outras duas grandes descobertas de corpos, em fossas clandestinas que as autoridades acreditam terem sido usadas por pistoleiros do narcotráfico para desfazer-se dos corpos de inimigos.

Em 7 de junho foram retirados 55 corpos de uma vala junto à mina da histórica aldeia de Taxco (sul) enquanto que no dia 24 de julho foram localizados mais 51 em outras nove fossas no estado de Nuevo León (norte), que também está sendo disputado pelo Cartel do Golfo e 'Los Zetas'.

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