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26/10/2009 - 10h10

Irã confirma 'ajuda' ao Afeganistão

TEERÃ, 26 Out 2010 (AFP) -O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que o país deu "muita ajuda" à reconstrução do Afeganistão - e que pretende continuar com o auxílio, ao ser questionado sobre o dinheiro enviado por Teerã ao governo do presidente afegão Hamid Karzai.

"O Irã deu muita ajuda no passado para a reconstrução do Afeganistão, e estas ajudas continuarão", declarou o porta-voz Ramin Mehmanparast.

Ele não mencionou de forma específica os envios de grandes quantias de dinheiro em espécie revelados pelo jornal The New York Times e confirmados na segunda-feira pelo próprio Karzai.

O presidente afegão admitiu que um de seus assessores recebeu "bolsas" de dinheiro do Irã, mas afirmou que os pagamentos eram "transparentes" e apenas uma forma de ajuda de um país amigo.

"Todos os países devem ajudar a reconstruir a infraestrutura do Afeganistão", declarou Mehmanparast.

"A estabilidade do Afeganistão é muito importante para a República Islâmica do Irã, país vizinho", destacou.

O governo dos Estados Unidos reagiu às declarações de Karzai, afirmando ter todas as razões para ficar preocupado com as tentativas do Irã de exercer uma influência negativa sobre o Afeganistão, nas palavras do porta-voz adjunto do presidente Barack Obama, Bill Burton.

O NYT informou que o chefe de gabinete da presidência afegã, Umar Daudzai, recebera importantes quantias de dinheiro transportadas pelo embaixador iraniano em sacolas, e que tudo foi depositado em um fundo secreto utilizado pelo governo para pagar deputados, líderes tribais e até mesmo dirigentes talibãs, com o objetivo de garantir a fidelidade de todos.

Teerã usaria os pagamentos para aumentar sua influência e espalhar a discórdia entre os afegãos e seus aliados americanos e da Otan, segundo o jornal.

Na segunda-feira, ao ser procurada antes da confissão de Karzai, a embaixada do Irã em Cabul qualificou as acusações do The New York Times de "falsas, insultantes e ridículas".

"Estas especulações sem fundamento vêm de meios ocidentais que tentam semear a confusão na opinião pública e obstruir os fortes vínculos entre os governos e os povos das repúblicas islâmicas do Afeganistão e do Irã", afirmou um representante diplomático.

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