UOL Notícias Notícias
 
06/12/2009 - 10h08

Costa do Marfim: a crise persiste; Ouattara forma novo gabinete

ABIDJAN, 5 dez 2010 (AFP) -Apesar da mediação do ex-chefe de Estado sul-africano Thabo Mbeki, a crise política persistiu neste domingo na Costa do Marfim, após o anúncio da formação de um governo do opositor Alassane Ouattara, que reivindica a presidência da República, como seu adversário, Laurent Gbagbo.

Primeiro-ministro demissionário de Gbagbo, desde o acordo de paz de 2007, Guillaume Soro, líder da antiga rebelião das Forças Novas (FN) que controla o norte do país, e leal a Ouattara, dirige a equipe na qual é ministro da Defesa.

Guillaume Soro compôs o novo gabinete a pedido de Ouattara, anunciou à imprensa o porta-voz de Soro.

Treze ministros compõem este governo, cuja formação foi fixada em um decreto lido pelo porta-voz Sindou Me¯té.

Os outros Ministérios foram confiados a membros da coalizão de oposição, a RHDP (Rassemblement des Houphouétistes pour la Démocratie et la Paix), que apoiou Ouattara antes do segundo turno das presidenciais do dia 28 de novembro.

Guillaume Soro e as FN, que controlam o norte do país, reconheceram a vitória de Ouattara, ao mesmo tempo em que Laurent Gbagbo, o presidente atual, também se proclamou vencedor.

O anúncio surpreendente da formação do novo gabinete foi feito no próprio dia da visita a Abidjan do ex-presidente sul-africano, Thabo Mbeki, enviado de urgência pela União Africana para encontrar uma saída para o impasse.

Após um breve encontro de meia hora com Mbeki, Ouattara mostrou-se firme: "peço que Laurent Gbagbo não se aferre ao poder".

Mediador da crise marfinense no passado, Mbeki encontrou-se, antes, com o representante especial da ONU no país, Youn-jin Choi, e depois com o atual presidente Gbagbo, que o recebeu durante 1H30 em sua residência.

A situação "é evidentemente muito grave", reconheceu o emissário, considerando "importante evitar a violência e não retornar à guerra" através de uma "solução pacífica".

O país está em plena tormenta política após Gbagbo ter até sido investido no cargo de presidente pelo Conselho Constitucional, que atribui a ele 51,45% dos votos. O mesmo Conselho invalidou os resultados entregues pela Comissão Eleitoral Independente (CEI) que davam como vencedor o adversário Alassane Quattara com 54,1% dos votos.

No entanto, o Estado Maior das Forças Armadas anunciou na noite de domingo a abertura das fronteiras do país a partir desta segunda, depois de fechadas desde quinta-feira.

Ouattara conta com o apoio das Nações Unidas, dos Estados Unidos e União Europeia, além de França, Grã-Bretanha, União Africana e da Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO), do qual faz parte a Costa do Marfim.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,22
    3,142
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,67
    70.477,63
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host