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06/12/2009 - 20h29

Obama pede a Hu Jintao que denuncie atitude de Pyongyang

WASHINGTON, 6 dez 2010 (AFP) -O presidente americano, Barack Obama, pediu ao colega chinês Hu Jintao que envie uma "mensagem clara" à Coreia do Norte de que suas provocações são "inaceitáveis", informa um comunicado divulgado nesta segunda-feira pela Casa Branca.

"O presidente insistiu na necessidade de que a Coreia do Norte pare com seu comportamento provocador e cumpra com suas obrigações internacionais, em particular a declaração do Grupo dos Seis em 2005", afirma a nota oficial.

De acordo com o ministério chinês das Relações Exteriores, Jintao falou a Obama, em uma conversa telefônica, sobre a necessidade de uma resposta "tranquila e racional" à crise na península coreana.

"Na situação atual, é imperativo que a resposta seja calma e racional, e que impeçamos com firmeza um agravamento da situação", afirmou Jintao, segundo um comunicado ministerial.

"É totalmente possível que as tensões se agravem na península coreana e que estas escapem de qualquer controle caso não sejam administradas corretamente", completou o chefe de Estado chinês.

O governo dos Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão participarão de uma reunião nesta segunda-feira em Washington, sem a presença da China, principal aliado de Pyongyang, para tentar elaborar uma estratégia diante da Coreia do Norte, depois que esta bombardeou uma ilha sul-coreana no fim de novembro.

Pequim não criticou a Coreia do Norte pelo ataque que matou quatro sul-coreanos, incluindo dois civis, e que foi amplamente condenado pela comunidade internacional.

O comunicado da Casa Branca afirma que os dois presidentes "dialogaram sobre o interesse comum na paz e estabilidade no nordeste da Ásia e sobre a prioridade de assegurar a desnuclearização da Península da Coreia".

Além disso, "concordaram sobre a importância de que Estados Unidos e China trabalhem juntos para estes objetivos compartilhados", destaca o texto.

Obama também reiterou a condenação ao bombardeio da Coreia do Norte de uma ilha sul-coreana e ao prosseguimento do programa de enriquecimento de urânio "em desafio a suas obrigações".

De acordo com o jornal Washington Post, o governo americano, em uma aparente mudança de política, começou a acusar Pequim de estar "habilitando" a Coreia do Norte a iniciar um programa de enriquecimento de urânio e lançar ataques contra a Coreia do Sul.

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