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08/12/2009 - 11h17

EUA e Coreia do Sul anunciam novos exercícios militares

SEUL, 8 dez 2010 (AFP) -As Forças Armadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul anunciaram nesta quarta-feira em Seul novas manobras militares conjuntas, em um clima de forte tensão na região depois do bombardeio de uma ilha sul-coreana pela Coreia do Norte.

Também nesta quarta-feira, o comandante do Estado-Maior americano, almirante Michael Mullen, afirmou que a China tem a capacidade e a "responsabilidade única" de frear a Coreia do Norte, sua aliada, mas não parece disposta a utilizar esta influência.

O bombardeio da ilha de Yeonpyeong, em 23 de novembro, foi um "ataque armado deliberado e ilegal", afirmaram os comandantes dos Estados-Maiores americano e sul-coreano, almirante Mullen e general Han Min-Koo respectivamente, após uma reunião em Seul.

O ataque violou a Carta das Nações Unidas e o acordo de armistício que acabou com a guerra da Coreia (1950-1953), destaca um comunicado conjunto.

O almirante Mullen faz uma visita de dois dias a Seul para manifestar o apoio de Washington ao país após o bombardeio norte-coreano que matou dois militares e dois civis.

As novas manobras militares pretendem aperfeiçoar os planos para que as Forças Armadas sul-coreanas possam responder de maneira firme a novas agressões da Coreia do Norte, afirma o comunicado.

Estados Unidos e Coreia do Sul efetuaram uma primeira série de manobras de 28 de novembro a 1º de dezembro, consideradas uma demonstração de força para "reforçar a dissuasão contra a Coreia do Norte".

A Coreia do Norte criticou as manobras aeronavais no Mar Amarelo, que para o regime de Pyongyang representam uma "provocação e um crime", que deixaram a região "à beira da guerra".

Mais cedo, militares sul-coreanos afirmaram ter ouvido explosões no território norte-coreano, em um aparente exercício de artilharia.

"Os chineses têm uma enorme influência sobre o Norte, uma influência que nenhuma outra nação do planeta tem. No entanto, apesar de compartilhar conosco o desejo de que as tensões diminuam, parecem reticentes na hora de usá-la", criticou Mullen.

"A China tem uma influência única (sobre a Coreia do Norte), e portanto tem uma responsabilidade única", acrescentou.

"Já é hora de Pequim assumir esta responsabilidade e ajudar o Norte e o resto da região a se encaminharem para um futuro melhor", completou o militar.

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