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08/12/2009 - 07h12

Haiti terá segundo turno entre candidato governista e ex-primeira-dama

PORTO PRÍNCIPE, 8 dez 2010 (AFP) -O candidato governista Jude Celestin disputará o segundo turno presidencial no Haiti com a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, anunciou o Conselho Eleitoral na terça-feira à noite, o que provocou protestos violentos em várias cidades do país.

O governo dos Estados Unidos manifestou preocupação com "inconsistência" do resultado eleitoral e pediu calma. Já o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, destacou que a contagem dos votos é provisória e existe um processo para contestar o resultado.

Manigat, 70 anos, recebeu 31% dos votos contra 22% de Celestin na votação de 28 de novembro, segundo os resultados preliminares.

Como nenhum candidato alcançou 50% dos votos, o país terá um segundo turno em 16 de janeiro para definir o sucessor do presidente René Preval.

Muitos haitianos denunciaram fraudes a favor de Celestin, o que pode gerar mais protestos violentos no país.

O fato de Celestin, aliado do presidente Preval, ter herdado pelo menos 7.000 votos da estrela pop Michel Martelly aumentou as suspeitas de fraude um país já muito instável.

Além disso, dados anteriores de 1.600 dos 11.000 locais de votação anunciados pelo Conselho Nacional de Observação Eleitoral mostram Manigat com 30% dos votos, Martelly com 25% e Célestin com 20%.

Muitos protestos foram registrados no país após o anúncio dos resultados. Tiros foram ouvidos nas proximidades da capital Porto Príncipe e barricadas de pneus foram erguidas na cidade.

Os simpatizantes de Martelly eram os mais revoltados.

Antes do anúncio dos resultados, analistas estrangeiros haviam pedido calma e as escolas do país já estavam fechadas em consequência do temor de incidentes.

Os candidatos podem impugnar os resultados, antes da proclamação dos números definitivos em 20 de dezembro.

A embaixada americana manifestou preocupação com o anúncio do Conselho Eleitoral Provisório e pediu calma aos haitianos.

"Os resultados são inconsistentes com os publicados pelo Conselho Nacional de Observação Eleitoral e com a apuração dos votos analisadas por vários observadores nacionais e internacionais", afirma uma nota diplomática.

Insulza destacou que a apuração é provisório.

"Há todo um processo através do qual se pode reclamar do resultado, um conjunto de recursos abertos", disse.

O processo eleitoral foi marcado por irregularidades e episódios de violência, em um país afetado por uma epidemia de cólera que já deixou mais de 2.000 mortos - especialistas internacionais temem um número muito maior - e afetado por um terremoto em janeiro que provocou 250.000 mortes.

Um relatório do epidemiologista francês Renaud Piarroux afirma que o foco de cólera teve origem no acampamento de soldados nepaleses da ONU, o que a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) nega.

As Forças Armadas nepalesas condenaram o relatório e afirmaram que não existem provas para sustentar a acusação.

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