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09/12/2009 - 11h19

Arábia nega acusação iraniana de ajudar EUA em sequestro de cientista

RIAD, 9 dez 2009 (AFP) - A Arábia Saudita negou nesta quarta-feira as acusações iranianas de ter entregado aos Estados Unidos um de seus cientistas nucleares durante uma peregrinação à Meca, ao mesmo tempo que o presidente do Parlamento em Teerã acusou Washington de "comportamento terrorista".Em uma declaração ao jornal da capital saudita Asharq Al-Awsat, Osama Nugali, diretor do departamento de Informação do ministério das Relações Exteriores, se declarou assombrado pelas declarações e acusações do Irã.Na terça-feira, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Manuchehr Mottaki, denunciou que o cientista nuclear iraniano Shahram Amiri, desaparecido em maio, foi sequestrado pelos americanos com ajuda de Riad."Podemos provar que os americanos tiveram um papel preponderante no sequestro de Amiri", declarou o chanceler iraniano em entrevista coletiva transmitida e traduzida pelo canal Press-TV."Estamos aguardando sua libertação", acrescentou."Amiri desapareceu na Arábia Saudita, onde estava fazendo uma peregrinação" e este país deve ser responsabilizado pelo destino do cientista", prosseguiu Mottaki, avisando que o Irã poderá recorrer à justiça.O desaparecimento de Amiri foi confirmado em outubro pelas autoridades iranianas, inclusive por Mottaki, que afirmou então que os Estados Unidos estavam envolvidos no caso.O jornal conservador iraniano Javan acusou a CIA de estar por trás do sequestro, perpetrado quando o cientista estava na cidade santa de Medina, segundo sua esposa.No dia 31 de maio, quando desembarcou na Arábia Saudita, Amiri foi "interrogado por agentes sauditas no aeroporto", segundo o jornal."Três dias depois, ele deixou seu hotel em Medina e nunca mais voltou", acrescentou o Javan, apresentando Amiri como um pesquisador de física na Universidade de Tecnologia Malek-Ashtar, em Teerã.A publicação desmentiu as afirmações da imprensa árabe segundo as quais Amiri trabalhava com atividades nucleares e teria divulgado nos Estados Unidos a existência de um segundo centro iraniano de enriquecimento de urânio perto de Qom.A revelação, em setembro, da existência deste centro, deflagrou uma nova crise entre o Irã e a comunidade internacional, que suspeita de Teerã querer produzir armamento nuclear.No mês passado, a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) condenou o Irã por sua política nuclear, após o fracasso de discussões sobre a possibilidade de enriquecer o urânio iraniano no exterior.Teerã respondeu na semana passada anunciando a construção de 20 novos centros de enriquecimento de urânio em todo o país.O presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, voltou a criticar a situação nesta quarta-feira."No passado os americanos já fizeram esse tipo de coisa, mas não prestaram contas por este comportamento terrorista. Os Estados Unidos e a Arábia Saudita devem prestar contas por isso", insistiu.O Departamento de Estado americano não quis comentar o assunto e Riad negou as acusações, afirmando que fez, em vão, uma intensa busca pelo cientista.

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