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10/12/2009 - 14h11

Obama: "a guerra às vezes é necessária" (principais trechos do discurso)

PARIS, 10 dez 2009 (AFP) - A seguir os principais trechos do discurso do presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que aceitou formalmente nesta quinta-feira o Prêmio Nobel da Paz "com uma profunda gratidão e grande humildade".

SEU LUGAR NA HISTÓRIA

"Comparado a alguns gigantes da história que receberam este prêmio... minhas realizações são mínimas".

SOBRE SEU PRÊMIO

"A questão mais profunda acerca de minha aceitação deste prêmio é o fato de eu ser o comandante-em-chefe de uma nação em meio a duas guerras".

OS ESTADOS UNIDOS EM GUERRA

"Estamos em guerra, e sou responsável pelo envio de milhares de jovens americanos à batalha numa terra distante. Alguns vão matar. Alguns serão mortos. E vim aqui com o senso aguçado do custo de um conflito armado... tomado de difíceis questionamentos sobre a relação entre guerra e paz, e nosso esforço para substituir uma pela outra".

OS HORRORES DA GUERRA

"A coragem e o sacrifício do soldado são cheios de glória, expressando devoção ao país, à causa e aos companheiros de armas. Mas a guerra em si nunca é gloriosa, e nós jamais devemos exaltá-la dessa forma".

O USO DA FORÇA

"Haverá vezes em que as nações - agindo individualmente ou em consenso - acharão o uso da força não apenas necessário, como moralmente justificável... como comandante-em-chefe jurei proteger e defender minha nação, e não posso ser guiado apenas por esses exemplos. Eu encaro o mundo como ele é, e não posso ficar imóvel ante as ameaças ao povo americano".

MANDATOS MILITARES

"Eu acredito que a força possa ser justificada em termos humanitários, como foi nos Bálcãs, ou em outros lugares arrasados pela guerra. A falta de ação aflige nossa consciência e uma intervenção tardia pode ser mais onerosa. É por isso que todas as nações responsáveis devem aceitar que o papel de militares com um claro mandato pode ser decisivo para manter a paz".

MULTILATERALISMO

"O compromisso dos Estados Unidos com a segurança global nunca esmaecerá. Mas num mundo no qual as ameaças são mais difusas e as missões mais complexas, os Estados Unidos não podem agir sozinhos".

O PREÇO DA PAZ

"Eu entendo por que a guerra não é popular. Mas também sei de uma coisa: a crença de que a paz desejável é raramente alcançada. A paz requer responsabilidade. A paz implica sacrifício. É por isso que a Otan continua a ser indispensável. É por isso que devemos fortalecer as Nações Unidas e as forças de paz regionais, e não deixar a tarefa para alguns poucos países".

ARMAS NUCLEARES

"Tenho o compromisso de manter esse tratado. É uma peça chave da minha política externa. Estou trabalhando com o presidente Dimitri Medvedev para diminuir o estoque de armas americanas e russa".

TORTURA

"Nós nos perdemos quando comprometemos os ideais que lutamos para defender. E nós honramos esses ideais conservando-os não apenas quando é fácil, mas quando é difícil".

OPRESSÃO

"Quando há genocídio em Darfur; estupros sistemáticos no Congo; ou repressão em Myanmar - deve haver consequências. E quanto mais unidos estivermos, menos ficaremos fragilizados ante a escolha entre a intervenção armada e a cumplicidade com a opressão".

CLIMA

"O mundo deve se unir para confrontar as mudanças climáticas. Há pouca controvérsia científica sobre o fato de que, se nada fizermos, enfrentaremos mais seca, mais fome e deslocamentos em massa que gerarão mais conflitos por décadas".

GUERRA E RELIGIÃO

"Uma visão distorcida da religião não é apenas incompatível com o conceito da paz, como também com a fé. De acordo com a regra que está no cerne de toda grande religião, devemos agir em relação ao outro como desejamos que ajam em relação a nós".

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