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10/12/2009 - 11h05

UE pede a libertaçãop imediata do Prêmio Nobel da Paz

BRUXELAS, 10 dez 2010 (AFP) -A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, pediu nesta sexta-feira a libertação imediata do dissidente chinês Liu Xiaobo, ao mesmo tempo em que se concedia a ele, em Oslo, o Prêmio Nobel da Paz.

"Reitero meu pedido para sua libertação imediata", afirmou Ashton, que já havia solicitado ao governo chinês que libertasse o dissidente quando seu nome foi anunciado como ganhador do Nobel da Paz.

"Neste dia dedicado aos defensores dos direitos humanos no mundo, penso em Liu Xiaobo", afirmou a chefe da diplomacia europeia.

O presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, também pediu à China que liberte Liu Xiaobo, durante a cerimônia de entrega simbólica do prêmio ao dissidente chinês.

"Liu só exerceu seus direitos cívicos. Ele não fez nada de ruim. Ele deve ser libertado", declarou Jagland, enfatizando que a Constituição chinesa garante oficialmente a liberdade de expressão e o direito de criticar o aparelho de Estado.

Ao terminar seu discurso de abertura da cerimônia, Jagland pousou simbolicamente o diploma e a medalha do Nobel da Paz 2010 numa cadeira vazia na ausência Liu Xiaobo.simbolicamente

"Muitos perguntarão se, apesar de seu poderio atual, a China não mostra certa fragiliade ao considerar necessário prender um homem duante 11 anos pelo mero fato de ter expressado suas opiniões sobre a forma com que se deve governar o país", acrescentou Jagland.

"A pena severa infligida a Liu fez dele algo mais que um porta-voz central dos direitos humanos. Quase de um dia para o outro ele virou símbolo, tanto na China quanto no exterior, da luta por esses direitos na China", enfatizou.

Mais cedo, o presidente americano Barack Obama afirmou Liu Xiaobo representa valores universais e pediu à China que o liberte o quanto antes possível.

Obama, que recebeu o Nobel da Paz no ano passado, disse, em um comunicado, que "o senhor Liu Xiaobo merece muito mais este prêmio do que eu".

"Os valores que defende são universais, sua luta é pacífica e ele deveria ser libertado o quanto antes possível".

"Lamento que se negue ao senhor Liu e a sua esposa esta oportunidade de assistir à cerimônia a qual Michelle e eu fomos no ano passado. Hoje, também é o Dia Internacional dos Direitos Humanos, e deveríamos redobrar nossos esforços para promover os valores universais para todos os seres humanos".

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