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11/12/2009 - 21h02

General da ditadura argentina Luciano Menéndez é condenado à prisão perpétua

BUENOS AIRES, 11 dez 2009 (AFP) - A justiça argentina condenou nesta sexta-feira à prisão perpétua o general reformado Luciano Menéndez, por crimes cometidos durante a ditadura (1976-83), e revogou a prisão domiciliar à qual ele havia sido condenado em outras sentenças, indicando que ele deverá cumprir a nova pena em prisão comum.Sobre Menéndez, de 82 anos, conhecido como "A hiena de La Perla" e "Cachorro", já pesavam outras duas condenações à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, mas desta vez um tribunal da província de Córdoba (centro) ordenou que ele cumpra a pena atrás das grades, pelo crime de um subcomissário policial e por dez casos de sequestro e tortura.Em sua alegação final, antes da sentença, o militar reivindicou a repressão da ditadura e disse que "os guerrilheiros (que afirmou enfrentar nos anos 70) estão (agora) no governo ocupando postos sob uma pele de cordeiro"."A intenção dos guerrilheiros no poder é matar os pássaros com um só tiro: desprestigiar a justiça e desprestigiar as Forças Armadas", declarou, referindo-se ao incentivo dado pela presidente argentina, Cristina Kirchner, e por seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, aos julgamentos por violações dos direitos humanos contra membros da ditadura.O tribunal condenou-o por sequestro, tortura e assassinato do subcomissário Ricardo Fermín Albareda em 1979, e pela ilegítima da liberdade e tormentos aplicados contra outras dez vítimas, que sobreviveram.Menéndez recebeu outras duas sentenças de prisão perpétua, uma delas em julho de 2008 pelos crimes de quatro jovens cometidos em La Perla - um dos três maiores centros clandestinos de detenção da ditadura argentina, que funcionava em Córdoba.Em agosto do ano passado, um tribunal da província de Tucumán (norte) condenara Menéndez à prisão perpétua junto com o genral reformado Antonio Bussi, que governou o distrito durante o regime militar, por sequestro, tortura e assassinato do senador peronista Guillermo Vargas Aignasse.Menéndez havia sido processado em 1988 por 47 casos de homicídio, 76 de tormentos - quatro deles seguidos de morte -, e quatro subtrações de menores, mas foi beneficiado em 1990 por um indulto do ex-presidente Carlos Menem (1989-99).O militar é atualmente investigado por sua participação no Plano Condor, de coordenação repressiva entre as ditaduras do Cone Sul.

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