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11/12/2009 - 20h22

Lula reforça aliança estratégica entre Brasil e Peru

LIMA, 11 dez 2009 (AFP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo peruano, Alan García, acertaram nesta sexta-feira fomentar a aliança energética e criar uma zona de integração na fronteira comum, durante a visita do líder brasileiro ao Peru.García recebeu Lula no Palácio de Governo, onde os dois presidentes conversaram acompanhados dos chanceleres Celso Amorim e José García Belaunde."Peru, Brasil e a América do Sul estão vivendo um momento muito singular em suas histórias", disse Lula, que foi chamado de "peregrino da integração continental" por García.Lula destacou que ficaram para trás "desconfianças históricas" e as doutrinas "impostas pelos países desenvolvidos do norte, que faziam as regras".Com esta "lavagem cerebral nos submeteram durante séculos", destacou Lula antes de assinalar que hoje "vivemos tempos de aproximação, especialmente entre os povos de Brasil e Peru.O presidente brasileiro disse que está unido ao líder peruano na visão de aproximar os povos sul-americanos, mas destacou que García tem um "defeito grave", que é o de não participar das reuniões da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).Após a conversa entre Lula e García, a reunião foi aberta a um grupo de 80 empresários brasileiros e peruanos, do Conselho Empresarial binacional.No grupo estava o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, cuja empresa planeja investir no Peru cerca de 1 bilhão de dólares no período 2009 e 2013 para a prospecção e exploração de petróleo e gás.Lula e García firmaram acordos para promover as áreas de comércio e turismo, transporte fluvial e conexão física na Amazônia.Um dos acordos prevê a criação de uma zona de integração na fronteira amazônica, entre os Estados brasileiros do Acre e Rondônia, e as áreas peruanas de Madre de Dios, Puno e Cusco.Os acordos preveem, especialmente, a integração comercial e física entre o Atlântico brasileiro ao Pacífico peruano.Com a integração, por meio das estradas Interoceânica Norte e Interoceânica Sul, os portos peruanos serão abertos às exportações do Brasil para a Ásia, e o Peru terá maior acesso à América do Sul.O presidente peruano deu especial relevância ao tema energético, cuja aliança com Brasília ajudará o Peru a "utilizar verbas e máquinas (brasileiras) para gerar energia nos rios amazônicos, beneficiando também o Brasil...".Segundo o chanceler García Belaunde, "há a possibilidade de se criar até cinco hidrelétricas para produzir seis mil megawatts nas zonas fronteiriças".García Belaunde minimizou as críticas de ambientalistas sobre o possível impacto negativo destas obras na Amazônia: "Há um excesso de zelo" nas críticas e existe um estudo ambiental sobre isto.O tema da integração na fronteira tem especial atenção do governo em Lima, que pretende que sua população na zona possa trabalhar e obter assistência médica no Brasil, destacou o chanceler.A compra de aviões Super Tucano, da Embraer, foi tratada pelo ministro da Defesa, Rafael Rey, e seu colega brasileiro, Nelson Jobim.Segundo o governo peruano, os aviões vão operar na zona de selva do vale dos rios Apurímac e Ene, no sudeste do país, onde agem remanescentes da guerrilha maoísta do Sendero Luminoso e grupos de traficantes de drogas.O comércio bilateral somou 3,255 bilhões de dólares em 2008, com saldo de 2,3 bilhões favorável ao Brasil.

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