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13/12/2009 - 20h34

Berlusconi é hospitalizado após agressão em comício

ROMA, 13 dez 2009 (AFP) - Silvio Berlusconi foi agredido por um homem com problemas mentais neste domingo, durante um comício em Milão, e precisou ser levado ao hospital, onde está sob observação, informaram fontes locais.

O chefe de governo italiano, de 73 anos, sofreu "contusões importantes no rosto, com cortes interno e externo no lábio superior, quebrou dois dentes" e também apresenta uma pequena fratura no nariz, revelou a direção do hospital San Raffaele.

"Estou bem, estou bem", garantiu Berlusconi ao sair da sala de urgências para um quarto do hospital, segundo a agência de notícias Ansa.

O porta-voz oficial Paolo Bonaiuti disse ao canal de notícias Sky TG 24 que o médico pessoal do chefe de governo determinou um prazo de observação de 24 horas, durante o qual Berlusconi permanecerá no hospital em Milão.

Segundo a polícia, Berlusconi foi atingido por uma miniatura do Domo de Milão, um souvenir com base de metal geralmente vendido a turistas.

Testemunhas revelaram que o chefe de governo caiu após receber o golpe no rosto, mas não perdeu os sentidos. O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, confirmou a versão e assinalou que Berlusconi sangrava no nariz e na boca.

Imagens difundidas pela Sky TG-24 mostraram o chefe de governo assustado, com sangue no rosto, sendo levado por seguranças a um carro.

O responsável pelo ataque foi identificado como Massimo Tartaglia, 42 anos, que sofre de problemas mentais. O homem foi levado por policiais a uma delegacia de Milão, em meio à ameaça de agressão por parte de simpatizantes de Berlusconi.

Tartaglia, tratado há dez anos de distúrbios mentais, foi denunciado foi lesão corporal premeditada. O agressor carregava ainda um spray de gás lacrimogêneo no bolso do casaco.

O incidente ocorreu durante um comício do Partido do Povo da Liberdade (PDL), após Berlusconi ser vaiado e chamado de palhaço por dezenas de pessoas que estavam no local, o que provocou a reação do chefe de governo.

A discussão deu origem a um confronto entre os seguranças do comício e os críticos de Berlusconi, o que obrigou a intervenção da polícia.

O presidente da República, Giorgio Napolitano, condenou "firmemente este grave gesto de agressão".

Segundo Pier Luigi Bersani, líder do Partido Democrata (PD, principal oposição), "foi um gesto inqualificável, que condeno firmemente".

O ministro da Cultura, Sandro Bondi, disse que a agressão contra Berlusconi é resultado de uma "longa campanha de raiva" contra o chefe de governo promovida "por certos setores da política e da mídia".

"Foi um ato de terrorismo", disse Umberto Bossi, principal aliado de Berlusconi e chefe do partido populista Liga do Norte.

Berlusconi foi vítima de uma agressão semelhante há vários anos em Roma, quando um jovem lhe atirou um tripé de máquina fotográfica, ferindo sua cabeça.

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