UOL Notícias Notícias
 

13/12/2009 - 23h34

Piñera e Frei fazem segundo turno no Chile

SANTIAGO, 13 dez 2009 (AFP) - O candidato de direita, Sebastián Piñera, vencia o primeiro turno da eleição presidencial chilena neste domingo, com 44% dos votos, contra 30% para o governista Eduardo Frei (esquerda), e os dois disputarão um segundo turno, informaram as autoridades eleitorais após a apuração de 59% das urnas.

O candidato independente de esquerda, Marco Enríquez-Ominami, obtinha 19% dos votos, e o comunista Jorge Arrate, 5%.

Piñera dedicou a vitória "à gente humilde, porque são eles os que mais precisam de um governo que se comprometa com as coisas simples, mas profundamente".

O empresário acenou para Enríquez-Ominami, afirmando que "sempre reconheci em Marco uma grande vitalidade, e compartilho com ele a visão de que a Concertación (coalizão governista de centro esquerda) está acabada, sofre de fadiga de material".

Frei também comemorou a passagem ao segundo turno pedindo o apoio de Enríquez: "esta noite quero convidar todos os que não votaram em mim, aqueles que tiveram dúvidas, que se somem a minha candidatura".

"Por todo o Chile tenho escutado a exigência de renovação e mudança em nossa política, e assumirei esta aspiração cidadã, quero que os cargos sejam ocupados por quem tem méritos e não pelos que têm contatos. Vou governar com todos e todas, vou representar todo o povo, gente com e sem partido", disse Frei.

Mas Enríquez-Ominami já revelou que não apoiará Piñera ou Frei, e liberou seus eleitores para votar em qualquer candidato no segundo turno.

"É impossível abusar da confiança em mim depositada. Não tenho qualquer condição de endossar o voto em outro candidato, não farei isto, em respeito aos mais pobres e aos mais desamparados".

"A velha política está esperando sinais que não vai receber. O Chile deverá escolher entre dois projetos que são mais do passado do que do futuro (...). Frei e Piñera se parecem muito".

Jorge Pizarro, chefe da campanha de Frei, estimou que por suas orientações de centro e esquerda, os eleitores de Enríquez-Ominami e Arrate apoiarão Frei no segundo turno: "ficou provado que 55% dos votos estão com um Chile livre e solidário...".

Andrés Allamand, senador e um dos porta-vozes de Piñera, assinalou que "enquanto o árbitro não apitar o final da partida", não se pode comemorar, mas estimou que "há uma vantagem extraordinária". "Vamos seguir trabalhando com força e humildade".

Os eleitores chilenos votaram com tranquilidade e houve bom índice de participação, apesar do calor em Santiago neste domingo.

Piñera, Eduardo Frei e Enríquez votaram cedo e sem maiores inconvenientes.

O empresário Piñera, cuja fortuna é avaliada em 1,2 bilhão de dólares, chegou à eleição com 44% nas pesquisas. Frei, candidato da presidente socialista, Michelle Bachelet, tinha 31% das intenções de voto.

"Todos sabem que vai haver um segundo turno. Então, a eleição de hoje é muito importante, mas, sem dúvida, teremos outra votação para eleger o presidente da República", disse Bachelet, que termina seu mandato com uma popularidade recorde, de entre 75% e 80%.

Piñera aparece nas pesquisas para o segundo turno com 49% das intenções de voto, contra 32% para Frei.

Os chilenos também escolheram hoje 120 deputados da Câmara e 20 dos 38 membros do Senado.

O Partido Comunista obteve uma significativa votação e voltou ao Congresso chileno, após 36 anos de ausência.

O presidente do PC, Guillermo Teillier, e seus colegas de partido Hugo Gutiérrez e Lautaro Carmona foram eleitos para a Câmara dos Deputados.

A última vez que os comunistas chegaram ao Congresso foi no governo do socialista Salvador Allende, em 1970, derrubado pelo ditador Augusto Pinochet, em 1973.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    12h39

    1,58
    3,309
    Outras moedas
  • Bovespa

    12h45

    -2,30
    61.200,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host