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15/12/2009 - 11h51

Prêmio Sakharov é entregue na ausência do dissidente Fariñas

BRUXELAS, 15 dez 2010 (AFP) -Uma cadeira vazia marcou nesta quarta-feira a ausência do dissidente cubano Guillermo Fariñas na entrega do Prêmio Sakharov 2010 no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), já que ele não obteve permissão de Havana para sair da ilha.

"Esta cadeira vazia demonstra como este prêmio é necessário", declarou o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, na cerimônia de entrega da distinção.

No discurso enviado pelo vencedor do prêmio Sakharovao Parlamento Europeu, do qual a AFP obteve uma cópia, Fariñas, 48 anos, pede à União Europeia (UE) que não se deixe enganar pelo regime de "comunismo selvagem" cubano e mantenha a Posição Comum que exige o avanço nos direitos humanos a Havana.

"Minha maior esperança é que não se deixem enganar pelos cantos de sereia de um cruel regime de comunismo selvagem, cuja única aspiração é que a UE suspenda a Posição Comum, um documento que exige de Havana avanços em direitos humanos e democracia", escreveu Fariñas.

A mensagem foi enviada pelo dissidente ao Parlamento Europeu.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, lamentou novamente a ausência de Fariñas.

"Quero felicitar Fariñas em nome de todos aqueles que lutam em Cuba por mais liberdade e direitos humanos. Lamento que não tenha sido possível (a Fariñas) viajar a Estraburgo para receber o prêmio em pessoa", afirmou.

"A UE continuará abordando o tema dos direitos humanos e, neste contexto, saúdo a recente libertação de um determinado número de presos políticos e espero que este processo leve à libertação incondicional de todos eles", ressaltou.

Psicólogo e jornalista, o dissidente foi protagonista de 23 greves de fome, a pior delas este ano, durante 135 dias, pouco depois da morte, no dia 24 de fevereiro, de Orlando Zapata, que também protestava de forma semelhante.

Foi contemplado com o prêmio no dia 21 de outubro pelo Parlamento Europeu, que o concede anualmente em honra à liberdade de consciência.

Esta é a terceira vez que a Eurocâmara concede o prêmio Sakharov à dissidência cubana.

Depois de Oswaldo Payá em 2002, concedeu a láurea, três anos mais tarde, às Damas de Branco, esposas de presos políticos cubanos, que também não conseguiram viajar a Estrasburgo por falta de visto.

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