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20/12/2009 - 11h53

Coreia do Sul cumpre promessa e executa manobras militares

SEUL, 20 dez 2010 (AFP) -A Coreia do Sul executou nesta segunda-feira manobras militares, com munição real, em uma ilha bombardeada recentemente por Pyongyang, apesar das ameaças da Coreia do Norte, horas depois de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito ter acabado sem qualquer acordo.

Os exercícios militares na ilha de Yeonpyeong, atacada em novembro por Pyongyang, tiveram duração de uma hora, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

O ministério da Defesa de Seul não comentou as informações e deve divulgar um comunicado ainda nesta segunda-feira.

A neblina atrasou o início das manobras, que segundo as previsões oficiais deveriam durar menos de duas horas.

Os civis da ilha sul-coreana de Yeonpyeong e de outras quatro ilhas vizinhas receberam a ordem de seguir para refúgios durante a manhã.

Uma ordem similar foi comunicada a todas as ilhas do Mar Amarelo na fronteira com a Coreia do Norte.

Pyongyang prometeu um "desastre" se a Coreia do Sul não renunciasse às maniobras militares em Yeonpyeong.

O canal americano CNN informou que a Coreia do Norte aceitou o retorno a seu território de inspetores da ONU para examinar seu programa nuclear, com o objetivo de reduzir a tensão na península coreana.

Os norte-coreanos aceitaram permitir o retorno à central nuclear de Yongbyon dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Seul colocou em estado de alerta sua Força Aérea, ante a eventualidade de uma ação da Coreia do Norte.

Na sede da ONU, em Nova York, o Conselho de Segurança encerrou uma reunião de emergência na noite de domingo sem qualquer acordo sobre a difícil situação entre as duas Coreias.

Segundo o embaixador russo, Vitali Churkin, o Conselho de Segurança não conseguiu um acordo, mas as principais potências prosseguirão em contato.

Nesta segunda-feira, o governo da China advertiu que um "banho de sangue" na península coreana seria uma "tragédia nacional".

"A China expressou no domingo sua profunda inquietação a respeito da situação na península coreana e pediu às partes envolvidas que demonstrem a máxima prudência e retornem o mais rápido possível à mesa de negociações", afirmou o representante adjunto de Pequim na ONU, Wang Min.

"Um banho de sangue e um conflito levariam a uma tragédia nacional fratricida entre as duas Coreias", completou.

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