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22/12/2009 - 13h55

Obama assina lei que suspende tabu gay no exército

WASHINGTON, 22 dez 2010 (AFP) -O presidente americano, Barack Obama, assinou nesta quarta-feira a lei que permite aos militares homossexuais assumirem sua orientação sexual dentro da corporação, banindo a legislação "Don't Ask, Don't Tell" ("não pergunte, não conte").

"Não somos um país que diz 'não pergunte, não conte'. Somos uma nação que diz 'dentre tantos, somos um'", declarou Obama, durante emocionada cerimônia na sede do Departamento do Interior.

"Somos uma nação que acolhe com alegria o serviço de todo patriota", disse o presidente.

A cerimônia de ratificação da lei cumpre uma das promessas da campanha presidencial de Obama, em 2008, e concretiza os esforços de ativistas dos direitos dos homossexuais, que durante anos combateram a norma.

Ao subir no palanque da cerimônia de assinatura, partidários de Obama gritavam seu famoso slogan de campanha "Yes we can" ("sim, nós podemos") - ao que o presidente respondeu "Yes, we did" ("sim, nós fizemos").

"Seu país precisa de vocês, seu país os chama, e nos sentiremos honrados em recebê-los nas fileiras do melhor exército do mundo", disse Obama antes de assinar o texto, adotado pelo Senado no último final de semana.

O tabu, entretanto, não acabará do dia para a noite.

Junto com Obama, o secretário da Defesa Robert Gates e o chefe do Estado-Maior conjunto almirante Michael Mullen precisam garantir que a nova medida pode ser aplicada sem prejudicar a coesão, a prontidão, a eficiência e o recrutamento não serão prejudicados.

Uma vez certificados estes pontos, a mudança entrará em vigor dentro de 60 dias.

Estas precauções são consideradas vitais pelo governo, que luta em dois fronts, simultaneamente no Afeganistão e no Iraque.

A oposição conservadora afirmou que o fim do tabu afetará negativamente a unidade das tropas, num momento crucial para estes dois conflitos, e prejudicará a segurança dos Estados Unidos.

Obama, no entanto, argumentou que a nova lei "reforçará nossa segurança nacional e sustentará os ideais que nossos homens e mulheres combatentes arriscam suas vidas para defender".

"Dezenas de milhares de americanos fardados não serão mais obrigados a viver uma mentira, ou com medo de serem descobertos para servir ao país que amam", disse o presidente.

Gates disse que o governo agirá com "precaução e método, embora resolutamente".

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