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24/12/2009 - 14h45

África do Sul é convidada a fazer parte dos Bric

PRETÓRIA, 24 dez 2010 (AFP) -A África do Sul foi convidada a se unir aos Bric, o grupo das grandes potências emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China, informou nesta sexta-feira a chanceler sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane.

"A China, em sua condição de presidente do Bric, convidou a África do Sul a integrar-se como membro pleno no que, adiante, se chamará Brics", informou a ministra das Relações Exteriores da África do Sul.

Em Pequim, a agência oficial Xinhua já dá a coisa por feita. "Os Bric aceitaram a África do Sul como membro pleno do grupo", indicou.

Os Bric - acrônimo criado em 2001 pelo economista Jim O'Neill, do Goldman Sachs - formam um grupo díspar de grandes economias emergentes, três das quais (China, Índia e Brasil) se converteram no motor da recuperação econômica mundial, depois de ter superado sem problemas seus competidores ocidentais na crise mundial surgida em 2008.

A ministra sul-africana indicou que, na quinta-feira, recebeu uma ligação de seu colega chinês, Yang Jiechi, para comunicar-lhe o convite.

"O presidente (chinês) Hu Jintao enviou uma carta ao presidente (sul-africano) Jacob Zuma para convidá-lo a participar na cúpula dos Bric que será realizada na China, no primeiro trimestre de ", acrescentou.

A África do Sul tem um PIB que representa apenas um quarto do da Rússia (o menor dos Bric), o que não a impediu de fazer uma intensa campanha para entrar nesse clube. O presidente Jacob Zuma realizou este ano visitas às capitais de todos os Bric.

A admissão confirma agora a imagem do país como articulador do continente africano com o resto do mundo.

"Foi o melhor presente de Natal jamais recebido", afirmou Nkoana-Mashabane.

"A África do Sul oferecerá aos Bric uma porta de entrada à África. E tudo que a África do sul fizer como membro desse fórum será para fazer avançar a agenda africana", acrescentou a chanceler.

Alguns analistas duvidam da realidade dessas pretensões, entre eles O'Neill.

"Há muitos países emergentes que têm mais habitantes ou economias maiores que a África do Sul. A Coreia do Sul, Turquia, México e, inclusive, a Polônia ou Argentina poderão se perguntar agora: 'Por que não eu?'", afirmou.

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