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25/12/2009 - 10h53

Papa pede por cristãos do Oriente Médio e desabrigados da América Latina

CIDADE DO VATICANO, 25 dez 2010 (AFP) -Em sua tradicional mensagem de Natal, o papa Bento XVI fez um apelo neste sábado às autoridades políticas para que apoiem os perseguidos cristãos do Oriente Médio, ao mesmo tempo em que rogou por ajuda para as famílias que perderam tudo nos desastres naturais que afetaram diversos países latino-americanos.

Em sua mensagem, pronunciada do balcão da basílica de São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fieis, o pontífice pediu que os governantes de todo o mundo demonstrem "solidariedade ativa" em relação às "queridas comunidades cristãs no Iraque e em todo o Oriente Médio".

Na homilia, que precede a bênção "Urbi et Orbi" ("à cidade e ao mundo"), na qual tradicionalmente fala sobre os diferentes conflitos mundiais, o papa desejou "tranquilidade e esperança para o futuro" aos cristãos que suportam "dor e dificuldades", destacando a importância de garantir o respeito à liberdade religiosa.

"Que o amor de Deus em nós dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem perseguições e discriminação, e inspire os líderes políticos e religiosos a comprometerem-se com o pleno respeito à liberdade religiosa de todos", declarou.

A situação dos cristãos no Iraque é motivo de especial preocupação para Bento XVI. Milhares de fieis já deixaram o país desde o violento ataque a uma catedral católica siríaca em Bagdá, reivindicado pela Al-Qaeda, que acabou com a morte de 46 pessoas, incluindo dois sacerdotes.

Atualmente, vivem no Iraque cerca de meio milhão de cristãos, contra 1,2 milhão em 2003, antes da invasão americana que derrubou o ditador Saddam Hussein.

O santo padre também rezou para que israelenses e palestinos consigam existir "em convivência justa e pacífica".

"Que a luz do Natal resplandeça novamente naquela terra, onde Jesus nasceu, e inspire israelenses e palestinos a buscarem uma convivência justa e pacífica", afirmou.

As negociações entre israelenses e palestinos estão bloqueadas desde o recente fracasso dos Estados Unidos, que não conseguiram convencer Israel a estabelecer uma nova moratória das construções na Cisjordânia.

O sumo pontífice também dedicou parte de sua mensagem, transmitida ao vivo por redes de televisão do mundo inteiro, à América Latina. Bento XVI pediu ajuda para os desabrigados das catástrofes naturais que castigaram a América Latina em 2010, como o terremoto no Haiti, em janeiro, e as recentes inundações na Colômbia e Venezuela.

"Que tampouco nos esqueçamos de que a Colômbia e a Venezuela, como também a Guatemala e a Costa Rica, foram afetadas por recentes calamidades naturais", destacou.

As enchentes e os deslizamentos de terra provocados pelas intensas chuvas já deixaram mais de 120.000 pessoas sem ter para onde ir na Venezuela, e cerca de 1,9 milhão na Colômbia.

Além disso, Bento XVI fez um apelo para que "se abram perspectivas de paz duradoura e de autêntico progresso" na Somália, no Sudão e na Costa do Marfim, país onde o atual presidente Laurent Gbagbo e o candidato vencedor das eleições Alassane Ouattara disoutam o poder.

Por fim, pediu "segurança e respeito aos direitos humanos" no Afeganistão e no Paquistão, e a "reconciliação na península coreana".

Por outro lado, o papa disse ser necessária "a celebração do nascimento do Redentor, e que esta reforce o espírito de fé, paciência e fortaleza nos fieis da Igreja na China continental, para que não sejam desestimulados pelas limitações à liberdade de religião e consciência".

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