UOL Notícias Notícias
 
27/12/2009 - 17h58

Pacote-bomba na embaixada da Grécia: Roma de novo em alerta

ROME, 27 dez 2010 (AFP) -As representações diplomáticas de Roma viveram nesta segunda-feira uma nova situação de alerta: um pacote-bomba foi encontrado, desta vez, na embaixada da Grécia, quatro dias após a explosão de dois outros, nas embaixadas da Suíça e do Chile.

O dispositivo desativado pela polícia técnica é "semelhante ao que explodiu semana passada nas embaixadas do Chile e da Suíça", declarou à l'AFP o porta-voz dos carabineiros, Salvatore Cagnazzo. "O encarregado da correspondência da embaixada chegou a abri-lo, mas não explodiu na hora".

A encomenda "chegou na sexta-feira, mas ninguém a abriu na época, devido às festas do Natal", informou o embaixador da Grécia, Michael Cambanis.

Na quinta-feira, dois pacotes-bomba nas sedes diplomáticas da Suíça e do Chile fizeram dois feridos.

As representações diplomáticas da capital italiana foram colocadas em atenção máxima, ao mesmo tempo em que foram expedidos falsos alertas de explosivos nas embaixadas de Mônaco, Venezuela, Marrocos, Dinamarca, Suécia e Ucrânia na Itália, assim como na da Finlândia, junto ao Vaticano.

Os atentados de quinta-feira haviam sido assumidos pela Federação Anarquista Informal (FAI), em mensagem encontrada na embaixada do Chile: "Destruiremos este sistema de dominação. Viva a FAI, viva a anarquia. FAI, célula revolucionária Lambros Fountas".

Anarquista e membro presumível do grupo extremista grego Luta Revolucionária (EA), Lambros Fountas, 35 anos, foi morto em março em Atenas, durante troca de tiros com policiais. Um mês mais tarde, seis pessoas foram detidas, acusadas de pertencerem a esta organização e colocadas em detenção provisória.

Na mensagem, o grupo exprime também solidariedade com "camaradas na prisão" e outros grupos anarquistas na Argentina, no Chile, na Grécia, no México e na Espanha.

"Até agora, não há nenhum elemento material ligando a onda de pacotes-bomba do mês passado na Grécia e ações recentes em nosso país", declarou nesta segunda-feira o chefe de polícia Antonio Manganelli, em referência a 14 correspondências dirigidas a líderes europeus, entre eles Angela Merkel, Silvio Berlusconi e Nicolas Sarkozy, assim como a outras instituições e embaixadas europeias.

Esses atentados, que fizeram um ferido, foram assumidos pela "Conspiração das células de fogo", um grupo saído do movimento anarquista e que terá 15 de seus membros julgados, no dia 17 de janeiro, por uma corte especial perto de Atenas.

"Os contatos e as sinergias entre os anarco-insurretos dos dois países vêm sendo, com frequência, objeto de investigações conjuntas das polícias italiana e grega", precisou Manganelli.

"A cooperação entre as duas polícias intensificou-se nesta segunda-feira" após a descoberta do pacote-bomba na embaixada da Grécia, precisou por sua vez à AFP uma fonte policial grega.

Não é a primeira vez que anarquistas operam de forma violenta na Itália. Em 2003, fizeram explodir duas bombas em Bologna (centro-norte) perto da residência de Romano Prodi, então presidente da Comissão Europeia. Nos anos seguintes, eles tiveram como alvo as forças da ordem.

Mas para o sociólogo Antimo Farro, da Universidade La Sapienza de Roma, ouvido pela AFP, "nada prova que se trate do mesmo grupo". "São, por definição, autônomos, com ideologia individualista, insurrecional, e não possuem organização nem coordenação forte entre si".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,21
    3,129
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h35

    0,04
    76.004,15
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host