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29/12/2009 - 10h54

China, país com mais execuções que o resto do mundo em conjunto

PEQUIM, 29 dez 2009 (AFP) - A China, onde um britânico foi executado nesta terça-feira, executa por ano mais condenados a morte que o conjunto dos demais países do mundo, segundo as organizações de defesa dos direitos humanos.

Ao autorizar a execução por injeção letal de Akmal Shaikh por tráfico de droga, o Supremo Tribunal reiterou a postura de Pequim, que considera essencial a pena capital para infundir o medo e impedir os crimes.

Segundo a Anistia Internacional (AI), que contabiliza as execuções anunciadas na imprensa, a China foi responsável por 1.700 das 2.400 execuções registradas no mundo em 2008.

Mas os números reais da China podem superar os cálculos da organização, já que o número de condenados a morte no país é segredo de Estado.

"Há um certo número de problemas e de incertezas sobre a forma como acontecem as execuções na China", declarou à AFP Joshua Rosenzweig, diretor em Hong Kong do grupo de defesa dos direitos humanos Dui Hua.

"Um dos grandes problemas é que o sistema é muito obscuro".

A Dui Hua, que tenta catalogar todas as condenações à morte na China, acredita que quase 5.000 pessoas foram executadas no conjunto do ano, contra 7.000 em 2007.

Os números representam uma queda considerável na comparação com a década passada, quando se anunciava uma média de 10.000 execuções anuais. O governo da China manifestou o desejo de reduzir ainda mais o número.

Os condenados são tradicionalmente executados com um tiro na nuca, mas algumas províncias começaram a adotar as execuções por injeção, consideradas menos cruéis.

Desde 2007, o Supremo Tribunal precisa validar as sentenças de morte, em um esforço para não deixar o poder apenas nas mãos dos tribunais provinciais e para reduzir o número de execuções.

Segundo a AI, 68 crimes podem ser punidos na China com a pena capital, incluindo a fraude fiscal, a venda de medicamentos adulterados ou a destruição de equipamentos elétricos.

Akmal Shaikh, que a família alegou ter problemas psíquicos, transportava quatro quilos de heroína. A detenção de 50 gramas de droga é suficiente na China para motivar uma condenação a morte.

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