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11/01/2010 - 16h19

Corte Suprema hondurenha aceita denúncia contra militares golpistas

Em Tegucigalpa (Honduras)

Entenda a crise em Honduras

  • AP/Reuters


    Por que Manuel Zelaya foi deposto?

    Presidente desde 2006, Manuel Zelaya (esq.) liderou um governo que se afastou gradualmente do Partido Liberal que o elegeu, aproximando-se de governos de esquerda da América Latina, como Cuba e Venezuela. O ponto crítico veio com a proposta de reformar a Constituição, que Zelaya tentou encaminhar sem passar pelo poder legislativo, por meio de uma consulta popular que perguntava aos hondurenhos se eles aprovariam uma mudança constitucional.

    A Justiça entendeu que a ação era criminosa e ordenou a prisão do presidente. No dia em que aconteceria o referendo, militares entraram na casa presidencial, tiraram Zelaya da cama e colocaram-no em um avião ainda de pijamas. No mesmo domingo, uma falsa carta de renúncia foi apresentada e poder foi entregue ao próximo na linha sucessória: Roberto Micheletti (dir.), presidente do Congresso

    Por que Zelaya depois se abrigou na embaixada brasileira?

    Após ter sido deposto, Zelaya passou dois meses visitando governos em busca de apoio internacional. Em 21 de setembro, entrou escondido no país e foi para a embaixada brasileira em Honduras, que é considerada território brasileiro - com isso, Zelaya se protegia das ordens de prisão emitidas contra ele em Honduras.


O presidente da Corte Suprema de Honduras, Jorge Alberto Rivera, acolheu nesta segunda-feira a acusação do Ministério Público contra seis chefes militares por abuso de autoridade e expatriação ilegal do presidente Manuel Zelaya, informou o chefe do departamento jurídico do Exército, Juan Carlos Sánchez.

Os seis comandantes, entre eles o general Romeo Vásquez, do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, deverão prestar depoimento à justiça sobre os fatos ocorridos no dia do golpe de Estado, disse.

O Ministério Público de Honduras apresentou na semana passada denúncia por "abuso de autoridade" contra a cúpula militar, por deter e expulsar do país o então presidente Manuel Zelaya, durante o golpe de Estado de 28 de junho passado.

Zelaya, refugiado na embaixada do Brasil desde 21 de setembro, quando voltou secretamente a Honduras, foi deposto por preparar uma consulta popular destinada a convocar uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna e permitir a reeleição presidencial, apesar de o plebiscito ter sido proibido pela Justiça.

A decisão de depor e expulsar Zelaya do país foi adotada pela Justiça e executada pelos militares com o apoio do Congresso.

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